Quando falamos em saúde da mulher, muitas vezes o foco vai para outras doenças. Mas é o coração que mais mata. As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte entre mulheres no Brasil e no mundo.
E existe um ponto fundamental: o infarto pode se manifestar de forma diferente nas mulheres.
Após a menopausa, o risco aumenta de duas a três vezes. A queda do estrogênio, que ao longo da vida tem efeito protetor sobre os vasos sanguíneos, contribui para essa mudança. A partir daí, fatores como pressão alta, diabetes e colesterol elevado passam a ter um impacto ainda maior.
Diferente do que muita gente imagina, nem sempre o infarto começa com uma dor intensa no peito. Muitas mulheres relatam cansaço excessivo, falta de ar, náusea, desconforto gástrico, tontura, suor frio, dor nos braços ou no queixo. Sintomas que podem ser confundidos com ansiedade, estresse ou problema digestivo e isso atrasa a busca por ajuda.
Os fatores de risco clássicos continuam sendo determinantes: hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade, tabagismo e idade acima dos 60 anos. Além disso, há fatores específicos da mulher que precisam ser valorizados, como complicações na gravidez (pré-eclâmpsia e diabetes gestacional), menopausa e uso de anticoncepcionais ou terapia hormonal em determinados contextos.
Diante de qualquer sintoma suspeito, especialmente em quem já tem fatores de risco, a orientação é procurar imediatamente um pronto-socorro. No infarto, cada minuto conta.
Neste mês de março, o recado é simples e direto: não ignore os sinais. Informação e prevenção salvam vidas.


