O clima de tensão no Oriente Médio ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (31). O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, enviou um alerta direto aos líderes europeus: qualquer entrada de países da Europa no conflito atual trará “consequências perigosas” para a região e para o mundo.
A fala ocorreu durante uma conversa por telefone com António Costa, presidente do Conselho Europeu. Pezeshkian não poupou críticas e chamou a postura da União Europeia de “tendenciosa”. Segundo o líder iraniano, o bloco é conivente com as ações militares dos Estados Unidos e de Israel. Ele classificou as ações como uma grave violação das leis internacionais.
O impasse diplomático
O presidente do Irã revelou que o país chegou a iniciar conversas com o governo americano em busca de uma solução diplomática, mas afirmou que os ataques continuaram. Para Pezeshkian, isso prova que os EUA não estão interessados em paz.
Pressão de Donald Trump
Por outro lado, a pressão também vem de Washington. O presidente Donald Trump usou as redes sociais no dia 1º de abril para cobrar uma postura mais agressiva dos europeus. A justificativa, segundo ele, é o continente não “intensificar seus esforços” no conflito.
Até agora, a maioria das nações europeias tem evitado ataques diretos, preferindo oferecer apenas apoio logístico e militar a países aliados no Golfo. No entanto, António Costa, em nome da Europa, reforçou que o caminho deve ser o da moderação e que ainda precisa haver espaço para a diplomacia antes que a guerra tome proporções irreversíveis.



