O governo do Irã recusou oficialmente a proposta de paz de 15 pontos apresentada pelos Estados Unidos. O documento buscava encerrar o conflito armado entre EUA, Israel e Irã, que já dura quase um mês. Fontes diplomáticas informaram à Al Jazeera que Teerã considera o plano norte-americano “maximalista e enganoso”. O governo do país persa também classificou como “lista de desejos” as exigências dos EUA.
Já o presidente Donald Trump afirma que as negociações avançam. No entanto, o Irã nega diálogos diretos. As mensagens entre Washington e Teerã seguem mediadas por Paquistão, Egito e Turquia.
As 5 condições do Irã para o cessar-fogo
Por outro lado, um alto funcionário de segurança iraniano detalhou os pontos inegociáveis para o fim das hostilidades, de acordo com a TV estatal:
- Cessar-fogo total: Fim imediato de agressões e assassinatos de autoridades iranianas.
- Garantias de não-agressão: Criação de mecanismos que impeçam novos ataques contra a República Islâmica.
- Reparações de guerra: Pagamento definido de danos causados pelo conflito.
- Fim da guerra regional: Conclusão das frentes de batalha para todos os grupos da “Resistência” na região.
- Soberania em Ormuz: Reconhecimento internacional do controle total do Irã sobre o Estreito de Ormuz.
Contexto do conflito em 2026
Entretanto, a guerra atingiu um novo nível de tensão nesta quarta-feira (25). Enquanto os mediadores tentam agendar uma reunião presencial no Paquistão, as operações militares continuam:
- Ataques: Israel lançou novos bombardeios contra Teerã.
- Reforço: Os EUA enviaram paraquedistas e fuzileiros navais para a região.
- Retaliação: O Irã atacou alvos em Israel e nos países do Golfo, causando um incêndio de grandes proporções no Aeroporto Internacional do Kuwait.
Nesse sentido, a economia global monitora o Estreito de Ormuz. Por lá, passa 20% do petróleo mundial. O Irã afirma que só encerrará a guerra quando suas próprias condições forem atendidas.



