O judiciário iraniano afirmou nesta quinta-feira, 15 de janeiro, que Erfan Soltani, de 26 anos, não foi condenado à pena de morte. A mídia estatal do país persa divulgou a informação. A declaração contradiz informações repassadas pela família do jovem à ONG Hengaw, que alegava que a suposta execução por enforcamento foi apenas “adiada”.
De acordo com o Judiciário, Soltani responde por conluio contra a segurança interna e propaganda contra o regime. Nas regras do país, alegações estas que não preveem pena de morte. Ele está preso em um presídio de Karaj, nos arredores da capital Teerã. segundo a agência de notícias Reuters.
Por outro lado, a ONG Hengaw afirma que a família havia sido informada de que a sentença era definitiva. Ainda, que o crime atribuído ao manifestante seria “Moharebeh”, termo usado pelo regime e que pode levar à execução. Parentes relatam pressão e ameaças, além da falta de direito à defesa.
Já o caso ganhou repercussão internacional após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu medidas duras caso o Irã executasse manifestantes. Na quarta, 14, no entanto, Trump afirmou ter recebido a informação de que as execuções haviam sido interrompidas.
No entanto, organizações de direitos humanos ligadas aos Estados Unidos estimam que a repressão aos protestos no Irã já deixou mais de 3.400 mortos. O país enfrenta uma onda de manifestações tanto favoráveis quanto contrárias ao regime, que acusa interferência e influência norte-americana.
O Irã tem ligação com Rússia e China no Oriente Médio, uma vez que é apontado como “empecílio” aos interesses e avanços dos Estados Unidos e de Israel na região.



