A cantora e compositora Layla Jorge lança Toda Mulher, seu álbum de estreia, com repertório totalmente autoral e disponível em todas as plataformas digitais. O disco apresenta um olhar sobre a mulher brasileira, costurando histórias de figuras reais e arquétipos femininos. Inspirado na obra da poeta goiana Cora Coralina, Toda Mulher transita entre a tradição e a contemporaneidade da música brasileira, reunindo grandes vozes da MPB para compartilhar essa narrativa.
Layla traz na família um forte elo com a música: é neta de Ladário Teixeira, ilustre saxofonista mineiro, parceiro de Patápio Silva. Ladário foi um concertista erudito e inovou a construção do instrumento, além de contribuir para a inclusão de deficientes visuais na música.

O repertório de Toda Mulher explora trajetórias de mulheres que marcaram a história do Brasil, como Carolina Maria de Jesus, Marielle Franco, Margarida Maria Alves, Estamira e Roberta da Silva Nascimento, e se entrelaça com personagens simbólicas, como a prostituta, a lavadeira, a benzedeira e a mulher cozinheira. Produzido por Alberto Salgado, Victor Curado e a própria Layla Jorge, o álbum traz uma sonoridade sofisticada que dialoga com toda a tradição da MPB, sem ignorar os movimentos de renovação do gênero.
Para dar ainda mais força às histórias contadas no álbum, Layla se uniu a intérpretes consagradas, como Zélia Duncan, Áurea Martins, Cátia de França, Fabiana Cozza, Ná Ozzetti, Renata Jambeiro e Ieda Figueiró, além de trazer uma participação especial de Ifátókí Maíra Freitas ao piano, criando um encontro entre diferentes gerações da música brasileira.
O álbum foi concebido por Layla Jorge como uma grande narrativa, onde diferentes histórias femininas se desdobram e se entrelaçam. Por isso a decisão de reunir intérpretes de diferentes estilos, personalidades, gerações e trajetórias para contar essas histórias de forma coletiva, com a direção artística do jornalista Rhenan Soares.
O disco abre com a leitura dramática do poema Todas as Vidas, de Cora Coralina, que ganha função de prólogo para o universo temático, poético e musical do álbum.
Na sequência, cada faixa explora personagens femininas diversas, como a escritora Carolina Maria de Jesus, em Quarto de Despejo; a ativista Marielle Franco, em Couro Grosso; a sindicalista Margarida Maria Alves, em Margarida; a memória de Roberta da Silva Nascimento, em Cais de Santa Rita, e Estamira, em À beira, além de arquétipos femininos como a mulher prostituta, em O Fardo, a mulher lésbica, em Lua-Luar, a benzedeira, em Guiné, a costureira, em Ponto Cruzado, a lavadeira, retratada em Azul AnilI, e a cozinheira, em Fruta-Coração.
Homenagem à Cora Coralina
O lançamento de Toda Mulher coincide com os 40 anos de falecimento de Cora Coralina, poeta que inspirou o conceito do álbum. Nascida em Goiás, Cora é uma das mais importantes vozes da literatura brasileira, tendo retratado, em sua obra, as mulheres comuns que sustentam o cotidiano do país.



