Mansur: “O CMO da Unilever disse o óbvio. O mercado tratou como novidade”

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Foi exatamente isso que pensei quando li a repercussão da fala do CMO da Unilever em Cannes. Ele disse que a principal função do marketing é gerar demanda.

E isso virou notícia. Pense por um instante. Se essa frase ainda surpreende alguém em 2026, talvez o marketing tenha passado tempo demais tentando parecer relevante e tempo de menos ajudando empresas a crescer.

Durante anos, aprendemos a medir quase tudo:

  • Awareness.
  • Engajamento.
  • Impressões.
  • Share of Voice.
  • Propósito.
  • Prêmios.

Tudo isso pode ser importante. Mas existe uma pergunta que deveria abrir qualquer reunião de marketing.

Quanto de demanda nós geramos?

Na minha leitura, a verdadeira mudança não começou em Cannes.
Ela começou quando a Unilever simplificou o negócio ao vender divisões importantes.

Empresas mais simples fazem perguntas mais simples. E perguntas simples costumam ser as mais difíceis de responder.

Porque elas eliminam o lugar onde muitos indicadores gostam de se esconder.
No fim do mês, pouco importa quantas pessoas curtiram. Importa quantas compraram.

Essa discussão vale para empresas de qualquer tamanho. Se você é dono de uma pequena empresa, talvez a métrica mais importante da semana não seja alcance.
Seja demanda.

Quantas pessoas chegaram mais perto de comprar por causa do seu marketing?
Se você lidera uma área de marketing, experimente inverter a próxima apresentação.

Comece mostrando crescimento. Depois explique campanhas.
A ordem importa mais do que parece.

Informação é abundante. Interpretação continua escassa. A minha é simples. O CMO da Unilever não apresentou uma nova tendência.

Ele apenas lembrou aquilo que o marketing nunca deveria ter esquecido.
Toda mudança de época devolve importância ao básico. A IA mudou muita coisa. A missão do marketing, não.

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