MASP amplia acervo em novo prédio e homenageia Lina e Pietro

O Museu de Arte de São Paulo, o MASP, inaugurou um novo edifício e entrou para uma nova era. Com a abertura do prédio Pietro Maria Bardi, a instituição dobra sua área expositiva e consolida-se como um dos maiores polos culturais do país.

Localizado ao lado do edifício original, projetado por Lina Bo Bardi, o novo prédio transforma o MASP em um complexo museológico com estrutura para exposições permanentes, mostras inéditas e instalações multimídia. “Acho que pra equipe é, antes de tudo, uma alegria viver um momento histórico”, afirma Leandro Muniz, curador assistente do MASP.

Novo prédio do MASP amplia acesso à arte

Com seis andares dedicados a exposições, o edifício Pietro amplia em mais de 60% a área de visitação do museu. “Isso significa poder mostrar muito mais o nosso acervo, mostrar muito mais as nossas pesquisas e produções”, diz Muniz.

Inicialmente criticado por sua arquitetura simples e geométrica, o prédio agora é reconhecido por sua proposta de transparência e integração urbana. “O prédio é bastante aberto pra cidade. Ele tem duas entradas, pela Paulista e pela lateral, e é todo visível da avenida.”

A ampliação permite experiências expositivas inéditas, com novas possibilidades expográficas. “As novas salas permitem que a gente faça coisas que não fazíamos no edifício Lina”, completa o curador.

Homenagem a Lina e Pietro: arquitetura em diálogo

A simetria entre os dois prédios vai além da estética: é simbólica. O edifício Lina, horizontal, reflete-se no novo Pietro, vertical. Ambos têm o mesmo volume. “É de fato uma homenagem a essas duas figuras muito importantes na história do MASP. Lina, arquiteta que criou esse edifício icônico, e Pietro, diretor do museu por décadas.”

A programação de estreia se espalha pelos seis andares do novo edifício, revelando a diversidade e profundidade do acervo do MASP. No sexto andar, uma mostra revisita a trajetória da instituição, explorando a formação da coleção e os caminhos que moldaram sua identidade.

Um andar abaixo, o olhar sensível de Renoir conduz o visitante ao universo do impressionismo francês. As geometrias visuais tomam o quarto andar, cruzando a fronteira entre a figuração e a abstração, enquanto o terceiro andar é dedicado às artes da África, apresentadas sob uma perspectiva crítica e propositiva.

Já no segundo andar, o tempo se dobra em imagens e vozes na videoinstalação de Isaac Julien, com Fernanda Torres e Fernanda Montenegro interpretando Lina Bo Bardi em momentos distintos de sua vida.

MASP reforça papel público com entrada gratuita e programação ativa

O vão livre do MASP, símbolo da arquitetura moderna brasileira, também segue vivo. Performances da artista Anna Maria Maiolino ocupam o espaço nesta fase inicial. A entrada é gratuita às terças-feiras durante todo o dia e nas noites de sexta-feira.

Com localização ao lado da estação Trianon-Masp, o museu reafirma sua vocação pública e democrática. Agora, com dois prédios, o MASP se projeta como um espaço ainda mais potente de cultura, memória e encontro com a arte.

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