RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Mau hálito no trabalho: como o odor da boca pode travar sua carreira

No ambiente corporativo, detalhes sensoriais pesam mais do que se imagina. Além da postura e do tom de voz, o hálito influencia a percepção de profissionalismo e credibilidade em reuniões, entrevistas e negociações. Estimativas citadas por especialistas indicam que o mau hálito afeta uma parcela relevante da população adulta, e muitos nem percebem o problema por adaptação do olfato. Hoje, exames com halímetro, aparelho que mede os compostos responsáveis pelo odor, ajudam a diagnosticar sem constrangimento.

Por que o mau hálito pesa na imagem profissional

Para o cirurgião-dentista Sérgio Lago, o mau hálito é mais do que estética: é um ruído na comunicação. “Ele pode comprometer a conexão emocional, prejudicando a empatia e a clareza da mensagem. Detalhes como um hálito fresco e uma voz segura influenciam a percepção de competência e cuidado pessoal”.

Nas relações de liderança, a mensagem não é apenas o que se diz, mas também como se é percebido. “Cuidar do hálito é um ato de respeito e de inteligência relacional”, afirma Lago. “Esses cuidados não são apenas estéticos – são expressões de autoconfiança, saúde e elegância pessoal”.

Estresse, café e jejum: a combinação que piora o problema

Embora a maioria dos casos tenha origem na boca, por causa do acúmulo de bactérias, gengivites e higiene inadequada, o estilo de vida moderno tem papel decisivo. Estresse prolongado e ritmo intenso reduzem a salivação e alteram o pH da boca, favorecendo a proliferação de microrganismos. No dia a dia do escritório, é comum pular refeições, beber pouca água e exagerar no café – um combo que favorece a halitose.

Foto: Divulgação.

Cuidados simples ajudam a manter o hálito sob controle no expediente e em momentos de exposição:

  • · Escovar os dentes após as refeições e usar fio dental
  • · Limpar a língua diariamente
  • · Hidratar-se bem ao longo do dia
  • · Evitar longos períodos em jejum
  • · Moderar o consumo de café, álcool e alimentos muito condimentados
  • · Preferir enxaguantes sem álcool
  • · Usar balas sem açúcar de forma pontual, em reuniões e apresentações
  • · Fazer consultas regulares ao dentista

Quando a origem é digestiva

Nem todo mau hálito nasce na boca. Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Antonio Couceiro Lopes, refluxo gastroesofágico e infecção por Helicobacter pylori são causas digestivas frequentes e

subestimadas. O retorno de ácido e gases do estômago à garganta libera compostos que geram odor desagradável.

Hábitos comuns no mundo corporativo podem piorar o quadro. “O hálito também reflete o estilo de vida. Executivos que negligenciam alimentação e hidratação podem estar alimentando um problema que afeta diretamente sua autoconfiança e imagem profissional”, alerta Lopes. O diagnóstico costuma ser simples, com exames como endoscopia ou teste respiratório de ureia. Tratando a causa – erradicação da H. pylori ou controle do refluxo – o mau hálito de origem gástrica tende a desaparecer.

O impacto vai além da saúde. Pesquisas citadas por especialistas apontam que o mau hálito é percebido por recrutadores como fator de exclusão em entrevistas presenciais e que higiene e autocuidado são componentes-chave da chamada presença executiva. Em um mercado competitivo, o hálito também fala – e pode dizer muito sobre quem você é.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS