Seis anos depois do projeto que deu som ao filme “Deságua”, de Luan Cardoso – último registro de inéditas do grupo -, a banda recifense Mombojó chega com “Solar”, seu novo disco de inéditas, já disponível nas plataformas digitais.
Banhado pelo sol de Recife e embalado por referências que vão de ritmos do interior do estado a produtores de países europeus, a Mombojó tece um caminho ao mesmo tempo familiar e novo, trazendo o olhar fresco e a maturidade dos anos.
Gravado entre 2023 e 2024, o projeto traz de volta a longeva parceria com o produtor Léo D, que integrou o celebrado disco de estreia do conjunto, unido a nomes pernambucanos, como a cantora Sofia Freire e o cantor e instrumentista Nailson Vieira, a carioca Letrux, e músicos como Domenico Lancellotti, além de nomes-referência de fora do país, como Laetitia Sadier, da banda franco-britânica Stereolab, e os produtores franceses Hervé Salters (General Elektriks) e Anthony Malka (Le Commandant Couchê-tout).

Ao longo de oito faixas, o samba e a música popular se fincam como raízes para apresentar novos sons, com inspirações psicodélicas e experimentais. “Solar”, se mostra, então, como o clima perfeito para a nova fase da banda, abrindo as portas para a luz entrar, e convidando o público a entrar na dança. Paisagem sonora “Recife, além de ser nossa cidade, é também de onde tiramos muitas das nossas referências musicais e estéticas.
Nesse trabalho atual, sentimos muito essa conexão. Lugares ensolarados trazem naturalmente uma energia dançante e de festa”, conta Felipe S., vocalista do Mombojó. As canções que constroem o álbum não são somente uma forma de trazer Recife para perto, mas também celebrar a passagem do período da pandemia da COVID-19, no qual o isolamento entre as pessoas tornou-se regra. “
Todas elas carregam essa vontade de botar a cara no sol, sair pra dançar e se misturar com as pessoas. As músicas funcionam quase como remédios para aquele sofrimento”, explica.
O disco começou a ser preparado em 2023, em um processo fluido de compartilhamento de ideias; cada faixa com o seu próprio ritmo de criação. Sobre o processo, Felipe S. compartilha: “Hoje em dia, o mercado da música muitas vezes nos empurra para a pressa, para estar o tempo todo lançando novidades. Isso é algo que me incomoda. Eu gosto de insistir nas ideias, de maturar os repertórios e dar tempo para as coisas encontrarem seu lugar.”



