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Monja Coen fala sobre sabedoria e como atravessar 2026 sem se deixar capturar pelo ódio

Ao vivo no jornal da Novabrasil, Monja Coen abriu a conversa com um convite simples e profundo: respirar. Para ela, o silêncio entre uma frase e outra, aquele espaço invisível que organiza o pensamento, é também aquilo que falta na vida moderna, tão marcada pelo noticiário duro e pela rotina exaustiva. O ano novo, segundo a monja, é uma nova chance de arrumar a programação interna e reaprender a criar esses pequenos intervalos que nos sustentam.

A força transformadora da sabedoria

Ao explicar o tema de sua palestra “A força transformadora da sabedoria”, a monja falou sobre reconhecer que nada é fixo, nem a história, nem a dor, nem o medo. Ela lembrou que raiva, ganância e ignorância são os “três venenos” humanos, e que o antídoto está justamente na doação, na compaixão e no conhecimento verdadeiro.

A sabedoria, para ela, nasce quando deixamos o “eu” e entramos no “nós”: “meu bem-estar depende do coletivo, depende da vida da Terra”. Em um mundo onde guerras e violências reverberam em todos os cantos, o gesto mais simples, o de respirar conscientemente, ajuda a realinhar mente, corpo e ambiente.

2026, ano de fogo e polarização

Questionada sobre como atravessar um ano eleitoral marcado por tensões e discursos extremados, Monja Coen lembrou que divergências não deveriam ser vistas como ameaça, mas como parte natural da vida.

Ouvir para entender, não para reagir, é o que sustenta o diálogo. Segundo ela, há sempre “pontos de vista diferentes”, e aceitá-los não significa abrir mão do que se acredita, mas abandonar a necessidade de transformar toda conversa em batalha.

Ela citou até uma prática pessoal que aprendeu com um de seus mestres, no Japão: quando o diálogo se tornava impossível, ele respondia: “que interessante, esse ponto de vista também existe”. É a forma de impedir que a conversa se transforme em inimizada desnecessária.

Alinhamento interno para transformar o externo

Ao final, Monja Coen reforçou que toda mudança começa no eixo interno de cada pessoa, no corpo que respira, na mente que pausa, no gesto que escolhe não ferir.
Em tom simbólico, lembrou que, segundo o horóscopo chinês, este é o “ano do cavalo de fogo”: veloz, intenso e quente. Montar esse cavalo com sabedoria, diz ela, é o desafio coletivo que temos pela frente.

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