Morte súbita em jovens: por que acontece e como pode ser evitada?

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

Morte súbita em pessoas jovens sempre gera espanto e a mesma pergunta surge de imediato: “Por quê?” É comum ouvirmos: “Tão novo, não tinha nada.” Mas será?

Outra frase frequente em matérias jornalísticas é: “Morreu de parada cardiorrespiratória.” E aqui é fundamental esclarecer: todas as mortes evoluem para parada cardiorrespiratória pois o coração pára, a respiração cessa.
Isso não é a causa, é o desfecho final.

Para entender o que realmente aconteceu, é preciso identificar qual foi o motivo da parada. E na grande maioria dos casos em pessoas jovens, a causa é cardíaca, mesmo quando não há sintomas aparentes.

O assunto voltou ao centro das discussões por causa do ator de 25 anos que teve um “mal súbito” durante o espetáculo “Aladdin”, em São Paulo. A causa do ocorrido ainda não é conhecida, mas o episódio reacende um debate fundamental sobre saúde do coração em pessoas jovens.

Por que isso acontece?

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra aproximadamente 300 mil casos de morte súbita por arritmias por ano, cerca de mil por dia.

Em indivíduos abaixo dos 30 anos, predominam doenças estruturais do coração e condições genéticas que podem desencadear arritmias graves, como:

  • Miocardiopatia hipertrófica
  • Anomalias congênitas da artéria coronária
  • Síndrome de Brugada
  • Displasia arritmogênica do ventrículo direito
  • Síndrome do QT longo

Essas doenças podem levar a episódios de taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular que são arritmias potencialmente fatais.

Foto: Divulgação.

Fatores externos que aumentam o risco:

Além das condições cardíacas, algumas substâncias podem precipitar arritmias graves:

  • Anabolizantes
  • Drogas ilícitas e estimulantes

Esses agentes podem desencadear arritmia, infarto do miocárdio e morte súbita mesmo em pessoas jovens e aparentemente saudáveis.

A partir dos 30 anos

Com o avanço da idade, aumenta a prevalência da doença coronariana, principal causa de infarto do miocárdio.
Entre os fatores de risco mais comuns estão:

  • Dislipidemia (colesterol alterado)
  • Hipertensão arterial
  • Diabetes mellitus
  • Tabagismo

Parada cardíaca pode ser revertida:

Parada cardíaca não significa morte inevitável.
As chances de sobrevivência aumentam quando o atendimento é rápido.
As medidas mais eficazes são:

  • Reanimação cardiopulmonar (RCP) imediata
  • Uso do DEA (Desfibrilador Externo Automático)

A cada minuto sem atendimento, a probabilidade de reversão diminui.

Check-up é fundamental:

A maior parte dos fatores de risco para doenças cardíacas não causa sintomas.
Por isso, a detecção precoce depende de avaliações regulares, principalmente para:

  • jovens que praticam atividade física intensa
  • atletas
  • pessoas com histórico familiar de morte súbita
  • indivíduos com sintomas como palpitações, desmaios, dor no peito ou falta de ar
  • ⁠acima 30 anos ou antes de histórico familiar e fatores de risco

Identificar fatores de risco, investigar sintomas e realizar exames cardiológicos de rotina são medidas que podem evitar esse desfecho.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS