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Museu da Inclusão inaugura mostra que celebra 30 anos do Comitê Paralímpico Brasileiro

O Memorial da América Latina amanheceu diferente: mais colorido de ouro, prata e bronze, mais vibrante, mais esportivo. No Museu da Inclusão, o público pode mergulhar nos 30 anos do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), uma trajetória que vai muito além de medalhas. É uma história de resistência, estruturação e excelência que transformou o Brasil em potência mundial no paradesporto.

Ao lado da tocha de Rio 2016 e do agasalho oficial de Paris 2024, o secretário estadual da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, reforça o caráter único da mostra. “É uma oportunidade de conhecer a história vitoriosa dos nossos atletas em competições nacionais e internacionais”, diz.

Raízes que começam na década de 1950

A linha do tempo apresentada na exposição mostra que o movimento paralímpico brasileiro começou antes da criação formal do CPB. Em 1957, a primeira equipe de basquete em cadeira de rodas a fazer apresentação no país foi a Pan AM Jet. Um ano depois, o Brasil passa a ter seu próprio time de basquete em cadeiras de rodas. Pouco depois, em 1975, nasceu a primeira entidade do setor, a ANDE – Associação Nacional de Desportos para Deficientes, embrião do comitê que seria fundado anos mais tarde.

A mostra reúne documentos, fotos, troféus e objetos que contam como diversas entidades se uniram para construir um sistema esportivo sólido, inclusivo e organizado.

São Paulo como base da excelência

O secretário destaca o papel central do estado no desenvolvimento dos atletas. O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, no km 11,5 da Rodovia dos Imigrantes, é hoje referência mundial, com 18 modalidades treinando em ambiente de competição, um dos fatores decisivos para os resultados recentes.

Pelo Time São Paulo, programa que investe R$ 8 milhões e patrocina 154 atletas, vieram 40% das medalhas brasileiras em Paris 2024. Na etapa mais recente do Mundial de Atletismo, o desempenho foi ainda mais impressionante: 60% das medalhas do Brasil foram conquistadas por atletas do programa.

“No atletismo somos top 1. Na natação, top 5. Só falta o ciclismo, e por isso São Pulo terá um novo velódromo”, afirma Costa.

Inspiração para a nova geração

Mais do que números, a exposição quer aproximar crianças e jovens do universo paralímpico. “Quem conhece o esporte paralímpico se apaixona. A história desses atletas transforma”, diz o secretário.

A mostra segue aberta até março, de segunda a sexta, das 9h às 17h, no Museu da Inclusão, dentro do Memorial da América Latina (Portão 10). A entrada é gratuita.

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