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Nara Leão ressurge com inéditas descobertas por acaso

Uma descoberta inesperada que virou álbum

Em meio a uma arrumação em seu estúdio, no ano passado, o produtor Raymundo Bittencourt fez uma descoberta rara. Por acaso, encontrou uma fita com gravações inéditas de Nara Leão (1942–1989). A cantora interpretava clássicos fundamentais da bossa nova.

A partir daí, o material ganhou nova vida. As oito faixas foram restauradas, rearranjadas e receberam acompanhamento instrumental delicado. Assim, nasceu o álbum póstumo “A Bossa Rara de Nara Leão”, que chega às plataformas de streaming pela Universal Music Brasil no dia 25 de janeiro, Dia da Bossa Nova.

Single chega no aniversário da cantora

Foto/: Divulgação: NaraLeao BossaRara Chega deSaudade Aprovada

Antes do lançamento completo, porém, o público terá um aperitivo especial. Em 19 de janeiro, data em que Nara completaria aniversário, chega o primeiro single do projeto.

A escolha foi simbólica. “Chega de Saudade” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) abre os trabalhos. Imortalizada por João Gilberto, em 1958, a canção é considerada um marco fundador da bossa nova. Por isso, não poderia haver faixa mais representativa.

Clássicos revisitados com delicadeza

O repertório de “A Bossa Rara de Nara Leão” reúne oito canções que atravessaram décadas e ganharam inúmeras regravações. Ainda assim, na voz de Nara, elas soam renovadas.

Com canto íntimo, voz suave e extremo bom gosto, a artista imprime nuances próprias. Desse modo, transforma clássicos conhecidos em interpretações únicas.

Os pilares da bossa nova no repertório

Entre as faixas estão alguns dos primeiros grandes marcos do movimento. Além de “Chega de Saudade”, o álbum traz “Manhã de Carnaval” (Luiz Bonfá/Antonio Maria), eternizada no filme Orfeu Negro, de 1959.

Outra presença essencial é “O Barquinho”, parceria de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. A canção ficou conhecida na voz de Maysa, em 1961. Aliás, Menescal, amigo próximo de Nara até seus últimos dias, participa do álbum com vocais afetivos em duas faixas.

Laços afetivos e musicais

Do mesmo período surge “Você e Eu”, composta por Carlos Lyra e Vinicius de Moraes. Lyra foi padrinho musical de Nara e peça-chave em sua formação artística.

Foi ele, inclusive, quem a aproximou de compositores vindos das classes populares. Nesse contexto, aparece Zé Kéti, autor de “Diz que Fui por Aí”, aqui revisitada. A música havia sido imortalizada por Nara em seu álbum de estreia, lançado em 1964.

Tom Jobim em dose dupla

O repertório ainda inclui “Tristeza de Nós Dois”, além de duas joias de Tom Jobim. A primeira é “Fotografia”, lançada originalmente por Sylvia Telles. Anos depois, Nara gravaria a canção em dueto com o próprio maestro.

A segunda é “Wave”, composta em 1967. Inicialmente instrumental, a música ganhou letra posteriormente. Curiosamente, Tom convidou Chico Buarque para colaborar, mas recebeu apenas o verso inicial, que acabou se tornando eterno.

Nova vida para registros históricos

Para acompanhar as gravações encontradas, Raymundo Bittencourt montou uma banda sensível ao espírito do material. Ele assume o violão. Enquanto isso, Leandro Freixo toca teclados e flauta, Diógenes de Souza fica no baixo e João Cortez na bateria.

Assim, as canções mantêm o frescor original, mas ganham nova textura sonora.

Um presente para fãs e para a história

Por fim, “A Bossa Rara de Nara Leão” surge como um presente inesperado. Um reencontro com a essência da bossa nova. E, sobretudo, uma nova chance de ouvir Nara em estado puro.

Com essas gravações inéditas, a cantora reafirma seu papel central na história da música brasileira. Uma redescoberta preciosa. E profundamente emocionante.

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