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Olhos vermelhos e irritados com frequência? Pode ser blefarite e o tratamento começa com bons hábitos

Coceira nos olhos, vermelhidão, sensação de areia e crostas nos cílios ao acordar. Se esses sintomas fazem parte da sua rotina, é possível que você tenha blefarite — uma inflamação crônica ou aguda nas bordas das pálpebras, que afeta a saúde ocular de forma significativa, mas que muitas vezes passa despercebida.

O que causa a blefarite e quem está mais sujeito a ela

Segundo o oftalmologista Dr. Marcelo Buchalla, a blefarite pode ter diversas origens. “O acúmulo de bactérias nos cílios, alterações nas glândulas sebáceas, presença do ácaro Demodex e condições de pele como dermatite seborreica e rosácea estão entre os principais fatores”, explica.

O uso frequente de maquiagem, a limpeza inadequada dos olhos e até fatores ambientais, como exposição à poeira e à poluição, também podem contribuir para o surgimento da doença.

“Pessoas com pele oleosa ou sensível devem ter atenção redobrada”, reforça o especialista.

Sintomas e como identificar

Entre os sintomas mais comuns da blefarite estão:

  • irritação e coceira nos olhos
  • vermelhidão nas pálpebras
  • sensação de areia ou corpo estranho
  • crostas ou secreção endurecida nos cílios
  • sensibilidade à luz e lacrimejamento

“É uma condição que pode persistir por meses se não for tratada corretamente, e tende a se agravar com a falta de higiene adequada das pálpebras”, afirma Dr. Buchalla.

Foto: Divulgação.

Tratamento exige disciplina e cuidado diário

Embora não tenha cura definitiva, a blefarite pode ser controlada com medidas simples, como:

  • compressas mornas diárias para amolecer as crostas
  • limpeza cuidadosa das pálpebras com xampu neutro diluído ou produtos específicos
  • uso de colírios e pomadas com antibióticos ou corticosteroides, quando prescritos
  • suplementação com ômega-3 para melhorar a lubrificação ocular
  • tratamentos com luz pulsada intensa (IPL) em casos crônicos

“O controle da blefarite é baseado na regularidade. A higiene ocular deve ser diária e contínua, mesmo quando os sintomas melhoram”, orienta o oftalmologista.

A importância de procurar ajuda médica

O diagnóstico da blefarite deve ser feito por um oftalmologista, que também poderá indicar o tratamento mais adequado para cada caso. “Blefarite não é frescura. É uma inflamação que, se negligenciada, pode comprometer a visão e trazer complicações, como conjuntivites recorrentes ou calázios”, alerta Dr. Buchalla.

Com disciplina e orientação profissional, é possível manter os sintomas sob controle e garantir o conforto e a saúde dos olhos.

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