Na semana da saúde mental, São Paulo revela histórias que transformam a dor em esperança. No bairro da Lapa, funciona o Espaço Ser, uma ONG dedicada ao acolhimento de pessoas em sofrimento emocional por meio de terapias integrativas. O cofundador Fernando Campos resume a missão: “nosso trabalho é galgado nas práticas integrativas reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde, pelo SUS e pelo Ministério da Saúde. Entramos como um complemento ao trabalho da psicologia e da psiquiatria.”
Uma dor que virou propósito
O nascimento da ONG vem de uma história dolorosa. Em 2018, Fernando e sua esposa, Tânia, perderam o filho Mateus, de 14 anos, para o suicídio. “Gostaria de dizer que acordamos e resolvemos ajudar o próximo, mas não foi assim. Foi a partir da morte do nosso filho que a Tânia teve a intuição de criar a ONG, como complemento à psicologia e à psiquiatria, num campo legitimado pela Organização Mundial da Saúde.”
Terapias que cuidam do ser integral
Yoga, reiki, arteterapia, musicoterapia, cromoterapia e outras práticas estão à disposição, sempre com foco no cuidado integral. “O ser humano é integral: o físico é tratado pela medicina, o mental pela psicologia, e nós entramos num campo mais sutil. Nosso acolhimento é sem julgamento, porque muitas vezes essas pessoas já se sentem sós e incompreendidas”, explica Fernando.
O trabalho se apoia em quatro pilares: acolhimento, gratidão, integração e busca por propósito. “Quem está em profundo sofrimento mental precisa sentir que não está sozinho. Nosso papel é oferecer presença, respeito e uma rede de apoio.”
Como dar o primeiro passo
A ONG atua tanto de forma presencial como online e também leva atividades para escolas, sempre com caráter gratuito. “A primeira questão da saúde mental é a perda da força de vontade. Por isso, o primeiro passo pode ser dado pela própria pessoa ou por alguém próximo. O importante é criar uma rede de apoio para vencer a inércia”, diz Fernando.
Interessados podem procurar o Espaço Ser pelo WhatsApp (11) 97173-1792 ou pelo site www.espacoser.org.br. “A ONG não tem custo, mas reforço: é um complemento ao trabalho da psicologia, da psicanálise e da psiquiatria”, destaca Fernando.



