A tomossíntese mamária, também chamada de mamografia 3D, está ganhando espaço como ferramenta complementar no rastreamento do câncer de mama. A técnica representa um avanço em relação à mamografia convencional 2D ao gerar imagens mais precisas, reduzindo tanto os falsos positivos quanto a necessidade de repetir exames inconclusivos.
“A mamografia 3D capta várias imagens em diferentes ângulos, que são reconstruídas em fatias finas. Isso permite que vejamos a mama camada por camada, facilitando a identificação de lesões que poderiam passar despercebidas no exame tradicional”, explica o médico radiologista Felipe Roth Vargas, membro da Brazil Health.
Principais vantagens da tomossíntese
A mamografia 2D, padrão atual de rastreamento para mulheres a partir dos 40 anos, pode sofrer com a sobreposição dos tecidos mamários, o que dificulta a interpretação em alguns casos. Com a tomossíntese, esse problema é atenuado. Entre os benefícios já comprovados da mamografia 3D, estão:
• maior taxa de detecção de câncer, especialmente em mamas densas
• menor número de reconvocações para exames complementares
• imagens mais claras e detalhadas, com menos sobreposição
Estudos apontam que mulheres com mamas densas — comuns entre pacientes mais jovens — se beneficiam particularmente da nova tecnologia.
Limitações e uso complementar
Embora eficaz, a mamografia 3D ainda enfrenta alguns obstáculos. O exame é mais caro, exige equipamentos específicos e nem todas as clínicas estão equipadas para oferecê-lo. A dose de radiação é levemente superior à da mamografia convencional, mas continua dentro dos padrões de segurança estabelecidos. Além disso, a interpretação exige treinamento especializado.
É importante lembrar que a tomossíntese não substitui outros métodos. Em muitos casos, o ultrassom é necessário para complementar os achados da mamografia. A ressonância magnética, por sua vez, é indicada em situações específicas, como em mulheres de alto risco.

Tecnologia a serviço do diagnóstico precoce
A mamografia 3D representa mais do que uma inovação tecnológica: é uma ferramenta valiosa na detecção precoce do câncer de mama, que pode aumentar as chances de cura e preservar a qualidade de vida.
“Ainda que a tomossíntese não esteja disponível para todas as pacientes, seu avanço mostra que a medicina caminha para um rastreamento cada vez mais preciso e individualizado. O mais importante é manter os exames em dia e conversar com seu médico sobre a melhor estratégia para o seu perfil”, orienta Dr. Felipe Vargas.



