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Parque da Água Branca perde charme interiorano e divide opiniões

Quem passa pelo Parque da Água Branca, na zona oeste de São Paulo, encontra um cenário que mistura tradição e mudanças. Em setembro do ano passado, a diretora de operações, Sônia Reis, falou À Novabrasil, em entrevista ao vivo veiculada no Jornal Novabrasil, sobre o restauro da entrada principal, futuras reformas em prédios históricos, cuidados técnicos com os animais e novos usos para os espaços, como exposições e eventos ligados à economia criativa.

A Novabrasil foi conferir

Em rápida visita ao local, onze meses depois, a fachada da entrada principal está completamente restaurada, com o vitral vistoso e histórico reconstruído, inclusive. As ruas estão limpas e os animais parecem bem cuidados, mas o antigo ar interiorano se perdeu: aves antes soltas agora vivem apenas nos espaços zootécnicos. O Aquário e o Museu Geológico permanecem fechados. Frequentadores também dizem que a vegetação tem sofrido com as obras e que não há sinais claros de restauro nos prédios antigos.

A regra nem sempre é tão clara

Nesse mesmo período, houve tentativa de instalar uma churrascaria no parque sem autorização prévia dos órgãos de preservação. O que chama atenção é que em setembro a diretora de operações disse que as reformas nos prédios históricos poderiam demorar um pouco, pois era necessário pedir as tais autorizações aos mesmos órgãos. O que se encontra no parque são estruturas antigas que não avistam seus restauros como destino certo.

Entre os que acompanham essas mudanças está José Fernando, visitante assíduo do Parque da Água Branca, há décadas. Segundo ele, “o parque era diferente, tinha os bichos andando com a gente, tinha galinhas, pato, pavão… era mais natural, tinha um ar de interior. Agora está tudo muito lento, as manutenções são lentas.”

Ele também lamenta a falta de uso dos prédios históricos, pois “são muito bonitos e poderiam ser usados para saúde, educação… mas estão deteriorando.”

Entre preservação e modernização, o Parque da Água Branca vive um momento de transição que divide opiniões, e deixa no ar a dúvida sobre se o que pensa a administração do parque é o mesmo que quer o povo.

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