Pesquisadores transformam cigarra em ‘caixa de som’; espia

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, criaram um microfone biológico a partir do exoesqueleto de uma cigarra. A estrutura natural do inseto, composta por quitina, foi utilizada como base para um dispositivo que capta vibrações sonoras com alta sensibilidade. A inovação pode abrir caminho para o desenvolvimento de sensores acústicos mais eficientes e sustentáveis.

O exoesqueleto da cigarra, conhecido por sua capacidade de amplificar sons, foi adaptado para funcionar como um microfone. Os cientistas removeram o conteúdo interno do inseto, preservando sua estrutura externa, e integraram componentes eletrônicos para captar as vibrações sonoras.

O resultado é um dispositivo que converte ondas sonoras em sinais elétricos, semelhante ao funcionamento de microfones convencionais, mas com a vantagem de utilizar materiais biológicos.

A pesquisa destaca o potencial de utilizar estruturas naturais para desenvolver tecnologias inovadoras. Além de oferecer uma alternativa ecológica aos microfones tradicionais, o uso do exoesqueleto da cigarra pode resultar em dispositivos mais sensíveis e com melhor desempenho na captação de sons.

Os pesquisadores acreditam que seria possível, por exemplo, usá-las para enviar instruções de evacuação e comunicações de emergência durante desastres.

Pesquisadores transformam cigarra em caixa de som — Foto: Divulgação

Pesquisadores transformam cigarra em caixa de som — Foto: Divulgação

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