Com o passar do tempo, é comum ouvir que o joelho “gastou”. Na medicina, esse desgaste tem nome: artrose, também chamada de osteoartrite. Trata-se de uma doença degenerativa em que a cartilagem, estrutura que reveste os ossos, vai se deteriorando aos poucos.
Segundo o ortopedista Ari Zekcer, “o desgaste nos joelhos, também chamado de artrose ou osteoartrite, é uma doença degenerativa em que a cartilagem que é a estrutura que reveste os ossos se desgasta ao longo do tempo”.
O que leva ao desgaste do joelho
O envelhecimento aparece como uma das principais explicações. “As principais causas são o envelhecimento, em que a cartilagem perde a capacidade de se regenerar, e a predisposição genética familiar”, afirma o médico.
Mas não é só a idade que pesa. O especialista destaca que pessoas com histórico familiar de desgaste precoce e que submetem o joelho a esforço repetitivo e impactos podem ter risco maior. “Pessoas com predisposição genética para o desgaste precoce e que fazem uso excessivo do joelho com exercícios de repetição e impactos estão mais sujeitos”, diz.
Outros fatores também entram na conta. “Pessoas com sobrepeso ou que sofreram lesões anteriores nos meniscos ou ligamentos também estão mais sujeitas ao aparecimento do desgaste”, completa.
Sinais que merecem atenção
Os sintomas tendem a piorar de forma progressiva. “Os sinais e sintomas de desgaste são dor, inchaço e deformidade que vão aumentando com o tempo podendo levar a dificuldade de caminhar e dobrar o joelho”, explica Zekcer.
O quadro pode surgir em diferentes faixas etárias e com intensidades variadas. “O desgaste acomete as pessoas em várias idades e em graus diferentes”, pontua.
Tratamentos: do exercício à prótese
Embora ainda não exista cura, há formas de controlar o problema. “O desgaste ainda não tem cura, mas existe tratamento eficaz para aliviar a dor, reduzir a inflamação e melhorar a função do joelho”, afirma o médico.
De acordo com ele, a escolha depende do grau do desgaste e da idade do paciente. “Nos casos mais leves exercícios de fortalecimento e alongamento muscular associados a perda de peso e eventualmente analgésicos podem ser suficientes”, diz.
Para quadros moderados, o médico cita terapias que podem ajudar no controle da inflamação e da dor: “o uso de infiltrações com ácido hialurônico, PRP (plasma rico em plaquetas) ou células derivadas da gordura podem ajudar a combater o processo inflamatório, melhorar a dor e retardar o desgaste”.
Já quando a artrose está avançada, há alternativas para alívio mais intenso. “Nos casos mais avançados, bloqueio dos nervos ao redor do joelho pode ajudar a aliviar a dor por alguns meses ou uma cirurgia com a colocação de uma prótese pode ser realizada, melhorando a qualidade de vida por anos”, conclui.



