Gravado, produzido e composto em seu apartamento, localizado no centro da cidade de São Paulo, “Raio” apresenta novas nuances ao projeto que outrora apresentou o neo soul e a psicodelia como suas principais características.
Sem esquecer de seus ídolos do passado, artistas como Tim Maia, Cassiano e Bill Withers, marcas registradas em sua obra, Tagua Tagua traz agora uma energia dançante renovadora menos presente em seus trabalhos anteriores com novas influências, como Daft Punk e os contemporâneos franceses L’Imperatrice.
“Esse álbum é diferente de tudo que já fiz, principalmente por ter esse caráter animado e dançante. Sinto que ele veio de uma vontade de ter essa energia nos shows, esse momento de curtição, onde as pessoas podem simplesmente aproveitar o momento e dançar, como se estivessem numa grande festa. Apesar disso, creio que precisava de uma certa maturidade pra fazer algo desse tipo e gostar do resultado, não é tão simples apontar pra esse lado e ainda assim soar interessante e diferente“, diz Felipe Puperi, líder do projeto Tagua Tagua.
Vamos de faixa a faixa?
DIA DE SOL
Essa música é praticamente uma faixa de introdução, faz a transição entre o meu álbum anterior, ‘Tanto’, e o novo, ‘Raio’. Na letra, já anuncia que o que está por vir é algo ensolarado, cheio de cores e luz.
LET IT GO
Segundo single do álbum e a música mais animada desse novo trabalho, ‘Let it Go’ traz influências da disco music dos anos 70, mas com uma roupagem atual que conversa com os trabalhos anteriores. Fala sobre deixar pra trás as coisas que não funcionam mais, olhar pra frente, abrir espaço pro novo.
RAIO
Essa música, assim como grande parte do álbum, brinca com e português e inglês, misturando as duas línguas. Tem um suingue e balanço que me interessa bastante, trazendo um frescor e uma sensação de calor e verão. Na letra, fala sobre chegar perto, sem medo de experimentar e tentar.
LADO A LADO
O primeiro single do ‘Raio’ foi uma parceria minha com a banda americana White Denim. É uma música um pouco mais urgente que as demais, com uma levada contagiante da bateria que funciona como um trilho. Gravei algumas ideias e fiz a melodia e letra, então James continuou com guitarras, flauta, vozes e percussões. Fala sobre as melhores sensações da vida.
ARTIFICIAL
Essa canção também vem numa pegada mais disco music. Embalada e divertida, ela é repleta de sintetizadores e tem linhas de baixo com bastante groove. A letra fala de forma irônica sobre o quão artificial as coisas e pessoas podem ser hoje em dia.
QUÍMICA
Extremamente dançante essa música segue o clima do álbum e joga a energia lá em cima, brincando com a história de um relacionamento impossível, que apesar de ter química, é inviável.
COME A LITTLE CLOSER
Essa canção traz uma ideia diferente em termos de ritmo, principalmente da bateria. É animada também, porém com outro tipo de intensidade. As guitarras e baixo são de funk e a letra um pouco mais nostálgica.
TALVEZ
Aqui o álbum passa a ser mais lado b mesmo, com uma música um pouco mais nostálgica e melancólica. Apesar disso, é embalada e também tem uma mensagem positiva, sobre um final de ciclo, de relacionamento.
RITO DE PASSAGEM
A música que fecha o álbum é também talvez a que mais se aproxima de outras coisas que eu já tenha feito. Com letra introspectiva e profunda, ela fala sobre o mistério que é sentir, evoluir nesses sentimentos e se transformar na caminhada da vida.



