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Queda de testosterona afeta energia, humor e vida sexual; veja sinais e tratamentos

A queda de testosterona ao longo dos anos pode drenar a energia, mexer com o humor e reduzir o desejo sexual. Segundo o urologista Marcos Tobias Machado, o processo é progressivo e muitas vezes passa despercebido. “Ao contrário da menopausa feminina, que ocorre de forma abrupta, o declínio hormonal masculino é lento, contínuo e pode começar ainda na faixa dos 30 anos, tornando-se mais evidente após os 40 e 50”, explica.

Quando os níveis do hormônio caem e surgem sintomas, o impacto na rotina é direto — e costuma ser confundido com estresse ou simples cansaço. “A queda dos níveis de testosterona, quando associada a sintomas, tem impacto direto na qualidade de vida e costuma ser confundida com estresse ou cansaço da rotina”, afirma.

Sinais que não são “apenas da idade”

O distúrbio reúne alterações físicas, sexuais, metabólicas e emocionais. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • · queda da libido e menos ereções espontâneas
  • · cansaço persistente e sono fragmentado
  • · perda de massa muscular e ganho de gordura abdominal
  • · oscilações de humor e dificuldade de concentração

Muitos homens demoram a procurar ajuda, acreditando que os sinais fazem parte do envelhecimento. A avaliação médica mostra que o problema vai além de percepções subjetivas e tem tratamento.

Foto: Divulgação.

Diagnóstico vai além do exame de sangue

Com o passar do tempo, o testículo reduz a produção de testosterona. Ao mesmo tempo, aumenta no sangue uma proteína (SHBG) que “segura” parte do hormônio, diminuindo a fração livre — justamente a ativa no organismo. Fatores como obesidade, inflamação crônica, sedentarismo, apneia do sono, diabetes mal controlado e consumo excessivo de álcool aceleram esse processo.

Para identificar o quadro, não basta um número isolado no laudo. “O diagnóstico não deve se basear apenas em números, mas na combinação entre sintomas e exames laboratoriais que avaliam testosterona total, livre, SHBG e marcadores metabólicos”, orienta Machado. A investigação também busca condições associadas, como síndrome metabólica e maior risco cardiovascular, para definir a conduta mais segura.

Tratamento: reposição e mudança de hábitos

Confirmado o distúrbio, o tratamento pode incluir reposição de testosterona em gel, injeções ou implantes — sempre com indicação e acompanhamento médico. Mudanças no estilo de vida são decisivas: perder peso, treinar força, dormir bem e controlar doenças como diabetes e hipertensão potencializam os resultados. “Quando bem conduzido, o tratamento melhora a vitalidade, a libido, a composição corporal, o humor e o desempenho cognitivo, devolvendo ao paciente a sensação de energia e equilíbrio”, ressalta o urologista.

Segundo o especialista, muitos homens seguem sem diagnóstico, embora estudos indiquem que cerca de 30% dos acima de 50 anos tenham algum grau de deficiência androgênica com repercussões clínicas. Reconhecer os sinais e buscar avaliação é o primeiro passo para envelhecer com saúde. Como resume Machado: “A queda hormonal faz parte do processo natural da vida, mas não precisa ser sinônimo de perda de bem-estar.”

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