RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Quem foi Herivelto Martins, criador do Dia do Compositor Brasileiro

Você conhece Herivelto Martins?

Além de cantor e instrumentista, Herivelto Martins foi um dos maiores compositores da história da música brasileira e um dos fundadores da União Brasileira dos Compositores, a UBC, tendo feito parte da diretoria da associação em 1942, lutando pelos direitos da classe dos compositores e ajudando a regulamentar a profissão.

Herivelto também o criador de uma data importantíssima para compositores de todo o país: o Dia do Compositor Brasileiro, celebrado em 07 de outubro.

O Dia do Compositor Brasileiro

Em 1983, o deputado Cunha Bueno apresentou o projeto de Lei 581/83, com o objetivo de oficializar a data em todo o território nacional. De acordo com o documento, o dia foi festejado até 1980 apenas no Rio de Janeiro e, no ano seguinte, passou a ser celebrado também em São Paulo. A proposta do projeto era a de elevar essa comemoração a todo o país.

O projeto foi arquivado pela Câmara dos Deputados em 1989, mas a celebração informal se manteve. O Rio de Janeiro continuou celebrando a data e, em 1981, São Paulo também adotou a homenagem. Hoje, a celebração informal acontece em várias localidades do país. 

Em 1963, Herivelto Martins foi eleito presidente do Sindicato dos Compositores, cargo para o qual foi reeleito em 1971.

Sobre Herivelto Martins

Nascido na Vila de Rodeio, Rio de Janeiro, em 30 de janeiro de 1912, e – aos três anos de idade – já se apresentava recitando versos em eventos organizados por seu pai, agente ferroviário apaixonado por teatro, que costumava promover grupos teatrais amadores e espetáculos.

Seu pai também fundou a Sociedade Dramática Dançante Carnavalesca e também o grupo Pastorinhas de Barra do Piraí, cidade para a qual a família se mudou em 1916.

Foi lá que Herivelto Martins começou também a compor – primeiro paródias – e também a tocar instrumentos musicais. Nessa época, compôs o seu primeiro samba –  “Nunca Mais” – com apenas nove anos, que jamais foi gravado.

Com 18 anos, morando sozinho no Rio de Janeiro, Herivelto ficou interessado na possibilidade de conhecer os grandes sambistas do Estácio, que viviam em Morro de São Carlos. Conheceu então o compositor Príncipe Pretinho, que lhe abriu as portas para a carreira artística.

Em 1932, o artista, em parceria com J.B. de Carvalho, conseguiu lançar sua composição “Da Cor do Meu Violão”, marchinha que fez grande sucesso no carnaval daquele ano, o que levou Herivelto a integrar o coro do Conjunto Tupi como ritmista. Ele inovou ao fazer breques durante as gravações, quando isso não era permitido, e foi promovido a diretor do coro.

O Trio de Ouro

Também 1932, Herivelto Martins conheceu o cantor e compositor Francisco Sena seu colega no Conjunto Tupi, e com ele começou a ensaiar algumas canções, entre as quais a música “Preto e Branco”

No ano seguinte, o Teatro Odeon estava à procura de um grupo que pudesse se apresentar nos intervalos das sessões e – como o Conjunto Tupi não foi aprovado – Herivelto e Francisco fizeram o teste, em dueto, e foram contratados em dupla, passando a ser chamados “Preto e Branco”.

Em 1934, a dupla gravou o primeiro disco, com sambas de sua autoria e também fez algumas apresentações na rádio. Em paralelo  a isso, Herivelto compunha canções para outros artistas gravarem também.

Mas o sucesso foi interrompido com a morte repentina de Francisco Sena. Herivelto então passou a atuar sozinho, até que – no ano seguinte – conheceu o cantor e compositor Nilo Chagas, com quem retomou a dupla Preto e Branco

Em 1937, os dois artistas gravaram em disco – junto com uma das maiores cantoras e compositoras da história, Dalva de Oliveira – o batuque “Itaquari” e a marcha “Ceci e Peri”, ambas compostas por Príncipe Pretinho. O disco foi um sucesso e rendeu várias apresentações nas rádios, fazendo com que os três juntos formassem o novo conjunto “Trio de Ouro”.

O “Trio de Ouro” foi um dos mais importantes grupos brasileiros das primeiras décadas do século passado e sua obra é considerada uma das mais importantes da época de ouro da música popular brasileira.

Em 1940, passaram a atuar no Rádio Clube do Brasil. Nessa década, eles alcançaram o auge do sucesso com “Praça XI” (de Herivelto e Grande Otelo) e “Ave Maria no Morro” (Herivelto Martins) e atuaram também em filmes. Também em 1942, eles passaram a integrar a Rádio Nacional.

Dalva e Herivelto se casaram em 1937 e tiveram dois filhos. Um deles – Pery Ribeiro – tornou-se também um famoso cantor e compositor. A União durou até 1947, quando as constantes brigas e traições da parte de Herivelto deram fim ao casamento. Em 1949, depois da separação oficial do casal, aconteceu o fim da primeira formação do Trio de Ouro, que teve outras formações até os anos 70.

Herivelto Martins e Dalva de Oliveira iniciaram uma briga também por meio das composições que gravaram – as chamadas ”canções de guerra” – bastante explorada pelos jornais e revistas da época. A relação era bastante abusiva por parte de Herivelto e ele chegou a tirar de Dalva a guarda dos filhos, e mandá-los para um internato. Naquela época o divórcio ainda nem era permitido no Brasil e Dalva de Oliveira foi vítima de um machismo extremo tanto por parte do ex-companheiro, como da imprensa e de toda uma sociedade.

Herivelto Martins faleceu em 1992, aos 80 anos. Outros sucessos do compositor são: 

  • Atiraste uma Pedra (parceria com David Nasser)
  • Adeus Mangueira (parceria com Grande Otelo)
  • Segredo (parceria com Marino Pinto)
  • Aqui se Faz, Aqui se Paga (parceria com Nelson Gonçalves)
  • Caminhemos 
  • Pensando em Ti (parceria com David Nasser)
  • Olhos Verdes (parceria com Benedito Lacerda)
  • Saudosa Mangueira

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS