Roberta Sá abre 2026 na estrada com o show do seu projeto-celebração de 20 anos de carreira, “Tudo Que Cantei Sou”. Depois de lançar o registro em audiovisual e em disco homônimos, a cantora e compositora celebra o sucesso do trabalho com três novas apresentações: dia 15, no Teatro Bradesco, em São Paulo; dia 20, no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro; e dia 24, no Sesc Glória, em Vitória
Em formato intimista, Roberta se apresenta ao lado de Alaan Monteiro (bandolim) e Gabriel de Aquino (violão) e revisita canções fundamentais de sua discografia, como “Eu Sambo Mesmo” (Janet de Almeida), “Cocada” (Roque Ferreira), “Pavilhão de Espelhos” (Lula Queiroga), “Casa Pré-Fabricada” (Marcelo Camelo), “Fogo de Palha” (Roberta Sá e Gilberto Gil), “O Lenço e o Lençol” (Gilberto Gil), entre outras. Também integra o setlist “Olho de Boi” (Rodrigo Maranhão), faixa que inspirou o título do projeto, a partir do verso: “O que não falei, sim / Tudo o que cantei sou”.

Um dos destaques de “Tudo Que Cantei Sou” é o bloco dedicado à produção musical feminina, que reúne compositoras de diferentes gerações e estilos. O segmento inclui “Lavoura” (Pedro Amorim e Teresa Cristina), “Juras” (Fernando de Oliveira e Rosa Passos), “Virada” (Manu da Cuíca e Marina Irís) e “Essa Confusão” (Dora Morelenbaum e Zé Ibarra). Para Roberta, destacar essas vozes é um gesto natural dentro da sua caminhada. Ela explica que o bloco surgiu do desejo de construir uma narrativa a partir de seu próprio olhar: “Se estou contando minha história, faz sentido perguntar: quais são as mulheres que me ajudam a contá-la hoje?”.
Ao revisitar o repertório feminino, Roberta reflete sobre como sua percepção do papel da mulher na música mudou ao longo dos anos. “Eu sou outra pessoa, completamente diferente de vinte anos atrás, e o mundo também é outro. A minha consciência sobre o feminino mudou junto”. Essa reflexão aparece também nas escolhas das compositoras que compõem o repertório. Segundo ela, é emocionante perceber como as palavras de Teresa Cristina continuam atuais, enquanto novas artistas, como Dora Morelenbaum, ajudam a renovar seu olhar e ampliar sua bagagem artística.

Entre as homenagens, Roberta destaca o tributo a Rosa Passos, referência fundamental em sua formação. Gravar “Juras”, diz ela, é uma forma de reconhecer
a importância de uma das maiores cantoras, compositoras e violonistas do país. “Essas mulheres representam o que eu acredito que é perene, que não é passageiro, nem frívolo. São artistas com muita consistência musical, e estar próxima delas, cantando suas canções, é reafirmar o lugar da mulher na música brasileira com profundidade e verdade”.
Gravado, sem plateia, na Casa de Francisca, em São Paulo, “Tudo Que Cantei Sou” consolida o olhar artístico de Roberta Sá sobre sua própria trajetória. O projeto reafirma a importância da narrativa feminina em sua obra e marca o início de uma nova fase da cantora, que volta aos palcos com um espetáculo que une repertório histórico, arranjos inéditos e uma leitura contemporânea de seus 20 anos de carreira.
SERVIÇO:
SÃO PAULO Data: 15 de janeiro de 2026 (quinta-feira) Local: Teatro Bradesco Endereço: Bourbon Shopping – Rua Palestra Itália 500 / 3º piso, Perdizes – São Paulo / SP Horário: 21h Classificação etária: livre Ingressos: a partir de R$ 80 (meia-entrada / balcão) VENDAS ONLINE
RIO DE JANEIRO Data: 20 de janeiro de 2026 (terça-feira) Local: Teatro Riachuelo Rio Endereço: Rua do Passeio 38, Centro – Rio de Janeiro / RJ Horário: 20h Classificação etária: livre Ingressos: a partir de R$ 70 (meia-entrada / balcão) VENDAS ONLINE
VITÓRIA Data: 24 de janeiro de 2026 (sábado) Local: Teatro Glória, Sesc Glória Endereço: Av. Jerônimo Monteiro, 428 – Centro, Vitória / ES Horário: 20h Classificação etária: livre Ingressos: a partir de R$ 50 (comerciário/ meia-entrada / meia-solidária)



