Tem artistas que atravessam décadas sem perder a capacidade de nos emocionar. Quanto mais o tempo passa, mais sua obra se amplia, se aprofunda e ganha novos sentidos. Guilherme Arantes é um desses nomes fundamentais da música popular brasileira.
Falar de Guilherme Arantes é falar de melodia, emoção e permanência. Seus inúmeros sucessos, aqueles que todo mundo sabe cantar do começo ao fim fazem parte da memória afetiva do país.
Canções que embalaram amores, despedidas, reencontros e viradas de página. Hits que atravessaram gerações sem envelhecer, porque foram feitos com sensibilidade, rigor musical e verdade artística. Guilherme Arantes nunca foi apenas um compositor de sucessos.

Ele sempre foi também um inventor de caminhos, um artista atento às transformações do som, da tecnologia e do mundo. Seu novo e recém-lançado disco, Interdimensional, dá o pontapé inicial na celebração de 50 anos da carreira de Guilherme Arantes, uma trajetória que ajudou a moldar o pop nacional como conhecemos hoje.
Desde os anos 70, ele construiu uma obra sofisticada e, ao mesmo tempo, absolutamente popular, capaz de dialogar com o rádio, com a televisão, com as trilhas sonoras das novelas e, principalmente, com a vida cotidiana de milhões de brasileiros.
Interdimensional nasce justamente desse espírito inquieto: um álbum que olha para o futuro sem romper com o passado, que propõe novas camadas sonoras e reflexivas, sem abrir mão da assinatura melódica que consagrou sua obra.
Celebrar Guilherme Arantes é celebrar o pop brasileiro em sua melhor forma: aquele que une sofisticação e comunicação direta, profundidade e leveza, permanência e reinvenção. Aos 50 anos de carreira, ele segue criativo, curioso e necessário — mostrando que grandes artistas não vivem apenas do que fizeram, mas do que continuam capazes de criar.



