Neste sábado (07), estreia a nova temporada de entrevistas do VOZES DA VEZ. Será véspera do Dia Internacional da Mulher, e minha convidada é a cantora e compositora Marina Lima. Daí que eu estava ouvindo as músicas de Marina para gravar o programa e pensando numa coisa curiosa: existem artistas que marcam época… e existem artistas que mudam o jeito da gente ouvir música. Marina é dessas.
Ela está completando 70 anos e lançando um novo disco, o OPERA GRUNKIE. E é impossível não olhar para trás e perceber o tamanho da obra que ela construiu. Uma obra que atravessa décadas sem nunca perder o senso de risco, de urgência. Marina sempre preferiu a inquietação à acomodação.
Lá nos anos 1980, quando a música brasileira passava por uma grande transformação, Marina já estava criando um pop sofisticado, urbano, sensual e profundamente autoral. Canções como “Fullgás”, “À Francesa”, “Uma Noite e Meia”, “Nada por Mim” não eram apenas sucessos, eram declarações estéticas.
E claro, não dá para falar de Marina sem falar da parceria fundamental com Antonio Cicero. Irmãos, cúmplices criativos, eles criaram algumas das letras mais elegantes da música brasileira. Juntos, construíram um repertório monumental.

O mais impressionante na Marina Lima é que ela nunca parou de se reinventar.
Ela abriu caminho para muitas artistas brasileiras que vieram depois. Cantoras que hoje ocupam o pop nacional com autonomia criativa devem muito a essa mulher que, lá atrás, já falava de desejo, identidade, sensualidade e liberdade com uma franqueza que não era comum.
Celebrar os 70 anos de Marina não é apenas reverenciar uma grande cantora. É reconhecer uma artista que ajudou a expandir o vocabulário da música brasileira.
Por isso, amanhã, às oito da manhã, eu e Marina esperamos você na estreia da temporada 2026 do Vozes da Vez.


