Hoje é dia 30 de janeiro e fevereiro já está chegando. Junto com ele: calor, fantasia, confete, Carnaval… e samba. E não é coincidência que, na próxima quarta-feira, dia 4 de fevereiro, quem sopra as velinhas seja um dos maiores símbolos do gênero musical mais popular do país: Zeca Pagodinho, vai completar 67 anos de vida.
Falar de Zeca em fevereiro é quase redundância — porque Zeca é Carnaval o ano todo. Sua obra nasce da roda, do quintal, da conversa sem pressa, do riso largo e da filosofia simples de quem entende que viver já é um baita trabalho. O samba dele não pede licença: chega sentando, pedindo uma gelada, puxando assunto e, quando a gente percebe, já está todo mundo cantando junto. O samba de Zeca embala o Brasil inteiro.
Confira “Deixa a Vida ME Levar”
Zeca Pagodinho é herdeiro direto da tradição do samba de raiz, mas também é quem ajudou a levar esse gênero musical para o rádio, para a avenida, para o país inteiro. Afilhado de Beth Carvalho, suas canções falam de amor, amizade, fé, malandragem, cansaço e alegria — tudo isso com uma naturalidade que só os grandes bambas têm. Ele canta o cotidiano como quem conta um caso, sempre com humor, afeto e verdade.
Em pleno mês do Carnaval, quando o samba volta a ocupar as ruas, os corpos, os corações e as playlists a obra de Zeca ganha ainda mais sentido. Porque ali está a essência da festa: a celebração coletiva, a resistência cultural, a alegria como escolha política. Zeca nos lembra que não existe samba alienado. O samba é abrigo, é memória e é encontro.
Aos 67 anos, Zeca segue sendo esse abraço sonoro que atravessa gerações. Um artista que não precisou mudar para permanecer atual, porque sempre foi de verdade. E que, em fevereiro — mês de samba, suor e felicidade compartilhada —, nos convida a brindar à vida do jeito mais bonito que existe: cantando junto.
Salve o samba. Salve fevereiro. E salve, claro, Zeca Pagodinho.



