Solidão aumenta risco de infarto e AVC e pode acelerar o envelhecimento do coração

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

A solidão não afeta apenas o humor. Evidências acumuladas nos últimos anos indicam que viver com pouca conexão social ou sentir falta de apoio aumenta o risco de infarto, AVC e morte por causas cardiovasculares, com impacto comparável ao de fatores conhecidos como sedentarismo e tabagismo.

O cardiologista Carlos Alberto Pastore explica que a discussão deixou de ser apenas comportamental e passou a integrar a avaliação de risco em saúde. “A qualidade das relações sociais entrou no radar porque influencia diretamente o coração, com mecanismos biológicos mensuráveis”, afirma.

Na prática, isso significa que pessoas com perfil clínico parecido — mesma pressão, colesterol e glicemia — podem evoluir de forma diferente a depender do nível de integração social e do suporte emocional disponível no dia a dia.

Um risco silencioso que não depende só de morar sozinho

Estudos populacionais associam isolamento social e solidão a maior incidência de doença arterial coronariana (entupimento das artérias do coração), AVC e mortalidade geral. A diferença, segundo especialistas, é que o risco não se resume a “morar sozinho”, mas à sensação persistente de desconexão e ausência de apoio.

Esse fator pode atuar de forma independente e também somar risco mesmo quando outros indicadores estão sob controle. “A solidão não aparece em exames de sangue, mas seus efeitos aparecem no corpo”, alerta Pastore.

Foto: Freepik.

O que a solidão pode provocar no organismo

A explicação envolve respostas fisiológicas que se mantêm ativas por longos períodos. O isolamento social se associa a níveis mais altos de pressão arterial e a maior atividade do sistema nervoso simpático — responsável por manter o corpo em estado de alerta.

Outro ponto é a queda da variabilidade da frequência cardíaca, um marcador ligado à capacidade do sistema cardiovascular se adaptar ao estresse. De acordo com o cardiologista, quando essa variabilidade diminui, o organismo tende a lidar pior com pressões do cotidiano, o que se relaciona a envelhecimento biológico mais acelerado.

Além disso, a solidão pode vir acompanhada de aumento de marcadores inflamatórios e de piora de hábitos que protegem o coração, como prática de atividade física, sono regular e alimentação equilibrada. Esse conjunto, ao longo do tempo, favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Prevenção também passa por vínculos e rotina social

O reconhecimento do papel das relações sociais amplia o conceito de prevenção. Além de controlar pressão, colesterol e glicemia, cresce a atenção a aspectos como conexão, pertencimento e suporte emocional.

Manter vínculos familiares e de amizade, participar de atividades em grupo e sustentar uma rotina social ativa pode ter impacto direto na saúde do coração — especialmente entre idosos, mas não apenas nessa faixa etária. “Cuidar do coração também envolve cuidar das conexões que sustentam a vida”, destaca Pastore.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS