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Tensão militar na Europa cresce e UE aprova maior rearmamento desde a 2ª Guerra

A segurança da Europa entrou em um novo capítulo crítico. Em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia, a União Europeia aprovou um plano histórico de rearmamento, no maior investimento militar desde a Segunda Guerra Mundial.

O tema foi abordado no Jornal Novabrasil, apresentado por Heródoto Barbeiro, em entrevista com Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais. Lucena explicou como o cenário global se transforma com a diminuição do apoio norte-americano e a ascensão de novas estratégias militares no bloco europeu.

Maior plano de rearmamento das últimas décadas

Os líderes da União Europeia aprovaram um pacote de 800 bilhões de euros para reforçar suas defesas. Segundo Igor Lucena, 26 dos 27 países-membros votaram a favor da proposta, com exceção da Hungria.

“A Europa entendeu que não pode mais contar integralmente com os Estados Unidos para sua segurança”, explicou Lucena. “Esse plano representa uma mudança histórica no comportamento da União Europeia.”

Com o apoio norte-americano cada vez mais incerto, o bloco reforça a própria defesa e prepara uma nova estratégia para conter a ameaça russa.

França sugere proteção nuclear

A proposta de Emmanuel Macron, presidente da França, de oferecer um “guarda-chuva nuclear” para a Ucrânia, elevou ainda mais a tensão entre o Ocidente e a Rússia.

“Essa sugestão da França provocou uma resposta imediata da Rússia, alertando que esse tipo de proteção pode levar a um confronto direto”, destacou Lucena durante a entrevista.

Esse movimento faz parte de uma série de iniciativas que recolocam a Europa no centro de uma nova corrida armamentista, em uma espécie de Guerra Fria 2.0.

Corrida armamentista

Além do plano bilionário de rearmamento, alguns países já intensificaram seus investimentos em defesa. A Polônia, por exemplo, destina mais de 5% do seu PIB para ampliar suas forças armadas.

“Há uma percepção muito clara de que, se a Ucrânia cair, os próximos alvos da Rússia serão os países bálticos”, explicou Lucena. “Por isso, o rearmamento deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade.”

Com essa nova postura, a Europa se prepara para não apenas sustentar a Ucrânia, mas também reforçar suas fronteiras e criar uma estrutura de defesa coletiva mais robusta.

Trump condiciona paz a ganhos econômicos para os EUA

Enquanto a União Europeia define sua estratégia, Donald Trump sinaliza que pretende intervir nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. No entanto, segundo Lucena, a posição de Trump é condicionada por interesses econômicos diretos.

“Trump quer uma paz que beneficie economicamente os Estados Unidos, com acesso privilegiado a minerais raros da Ucrânia”, afirmou o especialista. “Ele quer evitar que esses recursos caiam nas mãos da Rússia ou da China.”

Os minerais raros da Ucrânia são estratégicos para a produção de armas de alta tecnologia, o que aumenta ainda mais o interesse global sobre o território ucraniano.

Futuro seguro ou não?

Com o cenário de incertezas, líderes europeus já discutem a criação de um exército próprio, nos moldes da OTAN, para garantir a segurança da região sem depender de Washington.

“Esse tema já está na mesa de negociações”, revelou Lucena. “Há um entendimento crescente de que a Europa precisa criar uma força militar conjunta para proteger seus interesses e suas fronteiras.”

Além de colocar tropas diretamente na Ucrânia, esse novo exército europeu fortaleceria a capacidade de resposta do bloco frente a novas ameaças vindas do leste europeu.

Guerra no velho continente

A combinação de rearmamento europeu, interesses econômicos norte-americanos e a ofensiva russa coloca o continente europeu em um momento delicado.

“Esse é um cenário complexo e arriscado, que pode tanto caminhar para um acordo de paz como desencadear um novo conflito dentro das fronteiras da Europa”, concluiu Lucena.

Com o futuro da segurança global em jogo, a Europa caminha para uma redefinição de sua postura militar, enquanto Trump e Putin disputam a influência sobre o futuro da Ucrânia e de seus recursos estratégicos.

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