No último sábado, o Vozes da Vez, programa que apresento semanalmente na Novabrasil, recebeu uma artista que se tornou uma das vozes mais importantes do samba brasileiro contemporâneo: Teresa Cristina. E falar da importância de Teresa para o samba é falar também de continuidade, de memória e de escuta.
Nascida e criada no subúrbio do Rio de Janeiro, Teresa surgiu nos anos 1990 como uma intérprete profundamente conectada às tradições do gênero. À frente do grupo Semente, ajudou a reavivar o espírito das rodas de samba da Lapa, em um momento em que o bairro boêmio do Rio voltava a se transformar em um dos principais polos musicais da cidade. Ali, Teresa não apenas cantava: ela estudava, pesquisava e celebrava a história do samba.
Com o passar dos anos, sua trajetória foi se ampliando. Teresa Cristina tornou-se uma das grandes intérpretes da obra de compositores fundamentais do gênero, como Candeia, Cartola, Paulinho da Viola e Nelson Cavaquinho. Mais do que interpretar, ela ajuda a manter viva uma linhagem musical que atravessa gerações.
Confira abaixo:
Mas talvez uma das maiores contribuições de Teresa esteja na forma como ela conecta tradição e presente. Durante a pandemia, suas históricas lives nas redes sociais transformaram-se em verdadeiras rodas de samba virtuais, reunindo milhares de pessoas em torno da música e da conversa. Ali, Teresa revelou também outra dimensão do seu trabalho: a de guardiã da memória do samba.
No Vozes da Vez, nossa conversa passou por todos esses caminhos: o respeito aos ancestrais, a força das compositoras, o valor das rodas de samba e a importância de continuar cantando o Brasil. Teresa falou também sobre seu show e projeto musical, “Pagode, Preta”, e sobre o álbum recém lançado, “Jessé – As Canções de Zeca Pagodinho”.



