Tirar remédios da embalagem pode reduzir o efeito e aumentar riscos, alerta farmacêutica

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

Organizar os remédios fora da embalagem original é um hábito comum, mas pode trazer prejuízos à eficácia e à segurança do tratamento. A farmacêutica e bioquímica Ana Paula Machado Klinkowström Bruzetti explica que o uso racional de medicamentos não envolve apenas tomar na dose certa: o armazenamento também faz parte do cuidado.

Segundo ela, a embalagem não é um detalhe. Ela foi criada para manter o medicamento estável e protegido de fatores que podem degradar o princípio ativo. “A embalagem de medicamentos desempenha papel fundamental na manutenção da estabilidade, protege o medicamento contra fatores que podem degradar o princípio ativo, como luz, umidade, oxigênio e variações de temperatura”, afirma.

A especialista lembra que alguns componentes podem reagir com o ar, sofrer alterações com calor e frio ou perder qualidade com a luz. “Alguns ativos em contato com o ar, variação de temperatura ou expostos à luz, podem sofrer oxidação ou reações fotoquímicas, que reduzem sua eficácia”, diz. Ela também chama atenção para a umidade: “Ou até mesmo, absorver a água do ambiente, que pode acelerar reações indesejáveis ou alterar sua forma física”.

Por isso, itens como os dessecantes (aquelas cápsulas ou sachês que ajudam a controlar a umidade dentro do frasco) não devem ser removidos. “Nos frascos/potes, vêm com dessecantes que não devem ser removidos”, reforça.

O que pode acontecer ao tirar o remédio da embalagem

Ao transferir comprimidos e cápsulas para outros recipientes, como potes, sacos plásticos ou porta-comprimidos, a farmacêutica alerta para riscos importantes, incluindo:

  • · Degradação do princípio ativo, com redução da potência
  • · Alteração do perfil de dissolução, especialmente em comprimidos revestidos
  • · Perda da eficácia terapêutica, com possibilidade de falhas no tratamento
  • · Aumento do risco de erros de medicação, devido à perda de identificação
  • · Possibilidade de contaminação, especialmente em ambientes úmidos

Ela destaca que tipos de embalagem como blísteres, frascos de vidro âmbar, potes com dessecantes e embalagens aluminizadas têm função prática: “são projetados para manter o princípio ativo estável, evitando sua degradação precoce”.

Outro ponto sensível é a validade. “A data de validade impressa no rótulo só é garantida enquanto o medicamento permanece nessas condições”, alerta.

Foto: Freepik.

Porta-comprimidos: quando pode ajudar e quando atrapalha

O porta-comprimidos pode ser útil para quem precisa organizar horários e doses, mas não deve ser usado indiscriminadamente. “O uso de porta-comprimidos pode ser útil para organização das doses e melhora da adesão ao tratamento, desde que seja feito com critério e orientação farmacêutica”, afirma Ana Paula.

De acordo com a especialista, ele pode ser utilizado quando:

  • · O medicamento é considerado estável
  • · Há orientação de um farmacêutico ou profissional de saúde
  • · A organização é feita apenas para curto período, preferencialmente até 24 horas

Já em outras situações, a recomendação é evitar. Ela cita como exemplos “cápsulas moles, efervescentes ou revestidas”, porque “estes formatos dependem do invólucro ou revestimento para manter propriedades específicas”. Também entram na lista os medicamentos sensíveis à umidade e à luz, quando a embalagem funciona como barreira de proteção.

Na dúvida, a orientação é simples: procurar ajuda antes de trocar o remédio de lugar. “Sempre que houver dúvida sobre a possibilidade de transferir um medicamento para outro recipiente, a orientação de um profissional farmacêutico é fundamental”, afirma. Para a farmacêutica, “pequenos cuidados no armazenamento podem fazer grande diferença nos resultados do tratamento” e ajudam a reforçar a segurança do paciente.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS