Hélio Flanders é cantor, compositor, instrumentista e integrante fundador da banda Vanguart, uma das mais importantes da cena independente contemporânea. Desde que a banda surgiu, no início dos anos 2000, Hélio vem desenhando uma discografia que é puro afeto, atravessada por folk, rock, MPB e uma emoção que nunca se repete. Sua voz — doce e melancólica — tem o poder de transformar silêncios em canções, e suas letras revelam o olhar de um cronista apaixonado pela vida, mesmo quando fala das dores e das distâncias. Além da carreira com a banda, Hélio também se aventura em projetos solos que ampliam ainda mais seu universo artístico.
Hélio esteve no Vozes da Vez, talk-radio-show semanal apresentado pela jornalista Fabiane Pereira, todo domingo, às 20h, na Novabrasil e falou sobre seu mais recente trabalho, o álbum “Estação Liberdade” da banda Vanguart.

Após a pandemia e uma pausa na carreira, os compositores Helio Flanders e Reginaldo Lincoln voltam com repertório mais forte, revelando uma maturidade que apenas duas décadas de estrada poderiam trazer. O disco traz canções bem resolvidas, flertes com o passado, refrões assobiáveis, reflexões profundas sobre partidas, chegadas, morte, vidas, sonhos e a dura realidade do dia a dia. Quando cantam na faixa de abertura que dá título ao disco “O nosso amor vai surpreender o fim” parecem estar cantando para algum amor, mas também para si mesmos — e cá estão, vivos, saudáveis, com a energia de debutantes da música que querem dar.
Faixas como “A vida é um trem cheio de gente dizendo tchau” (Helio Flannders e Reginaldo Lincoln), segunda das 12 inéditas músicas autorais do álbum, é das minhas preferidas e passa todo o conceito do álbum.
O álbum Estação liberdade consolida o retorno da banda à cena em julho de 2024, após hiato de dois anos, com o single Demorou pra ser, gravado com Fernanda Takai. Desde então, o Vanguart é banda reduzida na formação oficial a uma dupla integrada por Helio Flanders e Reginaldo Lincoln, ambos compositores e vocalistas do grupo criado em 2002, mas oficialmente em cena desde 2005, há 20 anos.



