Vapes: a armadilha colorida que conquista e adoece jovens

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Os aromas doces e coloridos podem até enganar, mas por trás da fumaça, ou melhor, do vapor existe um perigo que cresce silenciosamente entre adolescentes e jovens. Agosto é o mês de conscientização sobre o câncer de pulmão, e especialistas alertam que o cigarro eletrônico, ou vape, já conquista mais adolescentes que o cigarro comum, carregando riscos que vão muito além do que se imagina.

Nem tudo é o que parece

De aparência moderna e sabor adocicado, o vape é vendido como “menos prejudicial” que o cigarro tradicional. Mas, segundo a médica Viviane Sonaglio, líder do Centro de Referência Pediátrico do A.C. Camargo Câncer Center, essa é uma falsa promessa. O líquido inalado carrega altas doses de nicotina, altamente viciante, além de metais pesados e substâncias irritantes e alergênicas. O perigo não se restringe ao pulmão: boca, garganta, esôfago e até a bexiga podem ser atingidos.

Um vício fácil de começar e difícil de parar

O acesso é simples: bancas de jornal e lojas físicas ou virtuais oferecem o produto sem controle rigoroso. Essa facilidade, aliada aos aromas artificiais, cria um cenário atraente para jovens. Mas “o vício não é sinal de fraqueza, é resultado de uma dependência química que exige acompanhamento médico para ser vencida”, explica a doutora.

Quebrando mitos

Um dos equívocos mais comuns é acreditar que migrar do cigarro tradicional para o eletrônico ajuda a parar de fumar. “É mito”, alerta Dra. Viviane. Mesmo com menor concentração de nicotina, a dependência permanece, e outras substâncias presentes no vape também causam danos graves.

O papel dos pais

Estar atento aos ambientes que seus filhos frequentam e às amizades que cultivam não significa limitar suas relações, mas conhecer melhor seu universo. Conversar sobre os riscos, esclarecer mitos e buscar ajuda profissional ao menor sinal de dependência é um passo essencial para proteger a saúde deles. No SUS, programas gratuitos ajudam no abandono do tabagismo, com apoio especializado em todas as fases. Basta procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua casa.

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