As varizes que aparecem nas pernas costumam ser associadas apenas à aparência, mas o problema é mais profundo. A chamada doença venosa crônica é progressiva e pode comprometer o bem-estar físico e emocional, com impactos diretos na rotina.
Entre os sintomas mais comuns estão dor, inchaço, sensação de peso, queimação e câimbras. Segundo a cirurgiã vascular Andréa Klepacz, esses sinais “limitam atividades simples do dia a dia e impactam o humor, o sono e até o rendimento no trabalho”. Por isso, ela reforça que “o tratamento não deve ser encarado como vaidade, mas como uma medida de saúde essencial”.
Na prática, quem busca cuidado relata mudanças rápidas. “Pacientes que iniciam o cuidado adequado relatam melhora rápida na disposição e maior conforto para caminhar e para realizar atividades rotineiras”, afirma a médica. Com menos incômodo, muitos voltam a se exercitar e recuperam hábitos que tinham deixado de lado.
Esse ganho de mobilidade também mexe com a autoconfiança. Como descreve a especialista, “a sensação de ganhar mobilidade novamente influencia diretamente a autoconfiança”, e, quando há melhora estética, “tem efeitos positivos na autoestima”.

Tratamentos mais simples e recuperação mais rápida
Nos últimos anos, o avanço dos procedimentos reduziu medos comuns, como dor e uma recuperação longa. “Procedimentos minimamente invasivos, realizados com anestesia local e alta no mesmo dia, reduziram o receio de muitos pacientes que adiavam a decisão”, diz Andréa Klepacz.
Ela cita opções que se tornaram mais frequentes: “técnicas como laser endovenoso, radiofrequência e aplicação de espuma tornaram-se alternativas seguras, eficazes e menos traumáticas”. Outro ponto que ajuda na decisão é a retomada rápida da rotina: “o retorno rápido às atividades, muitas vezes já no dia seguinte, aumentou a adesão aos tratamentos”.
Para a médica, um diferencial importante é a escolha do método conforme o caso. “O acompanhamento individualizado permite que a médica identifique o grau da doença, avalie sintomas, riscos e expectativas e indique a estratégia mais adequada para cada caso”, afirma. Ela acrescenta que “o alívio dos sintomas costuma surgir logo nas primeiras semanas”.
Prevenção também entra na conta
Além do conforto, tratar varizes é uma forma de evitar que a condição avance. A especialista alerta que, “quando não cuidadas, as alterações venosas podem evoluir para inflamações, tromboses, escurecimento da pele e até úlceras crônicas”, quadros que exigem intervenções mais complexas e podem reduzir ainda mais a qualidade de vida.
Após o procedimento, o resultado depende também de hábitos de autocuidado. A médica destaca como medidas importantes:
- · praticar atividade física regular;
- · evitar longos períodos sentado ou em pé;
- · controlar o peso;
- · usar meias de compressão quando indicadas;
- · manter consultas periódicas.
No fim, a combinação entre alívio físico, melhora da aparência e recuperação da mobilidade pode ser decisiva para quem convive com o problema. “Tratar varizes não é apenas fechar um ciclo de dor e desconforto; é abrir espaço para uma vida mais leve, confiante e saudável”, conclui Andréa Klepacz.



