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Vila Isabel e Salgueiro brilham na terceira noite do Grupo Especial do Carnaval carioca

Após terminar na oitava colocação em 2025, a Unidos de Vila Isabel retornou à Marquês de Sapucaí determinada a conquistar seu quarto título do Grupo Especial. A escola apostou em um enredo dedicado ao multiartista Heitor dos Prazeres, celebrando sua trajetória e a profunda ligação com a cultura afro-brasileira.

O homenageado já surgiu representado na comissão de frente, que sintetizou sua vida marcada pela mistura entre o ateliê de pinturas, a espiritualidade dos terreiros e o samba gênero que ajudou a consolidar como um dos fundadores das primeiras escolas do país. A encenação destacou sua importância não apenas como compositor, mas também como artista plástico e cronista do cotidiano popular.

Vila Isabel / FOTO: Wellington Melo / Novabrasil

As cores vibrantes de suas obras se espalharam por toda a avenida, especialmente nos jalecos pintados à mão usados pela bateria, que transformaram a Sapucaí em uma grande tela viva. Antes mesmo do abre-alas, um “pede passagem” anunciou a grandiosidade do desfile ao trazer o presidente de honra da escola, Martinho da Vila, ao lado de uma bisneta de Tia Ciata, mãe de santo e madrinha de Heitor reforçando as raízes históricas e espirituais que embalaram a apresentação.

Salgueiro / FOTO: Welligton Melo / Novabrasil

Em busca do décimo título no Grupo Especial, o Acadêmicos do Salgueiro levou para a Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães, a maior vencedora da história da avenida, com seis conquistas no sambódromo além de um título anterior à sua construção.

A escola apostou em uma comissão de frente mais tradicional, priorizando a dança e a interpretação direta na pista. Os bailarinos se apresentaram acompanhados apenas por alegorias menores que simbolizavam os livros e universos criativos que marcaram a trajetória da homenageada, ressaltando sua paixão pela literatura e pela construção de narrativas grandiosas.

Como não poderia deixar de ser, o rosa predominou em diversos setores do desfile. A tonalidade apareceu com destaque no figurino do casal de mestre-sala e porta-bandeira e também no abre-alas, que trouxe um imponente navio cenográfico representando as viagens pela imaginação de Rosa. A embarcação era adornada com referências a desfiles históricos assinados por ela nas diferentes agremiações por onde passou, transformando a avenida em um verdadeiro mergulho em sua obra e legado.

Paraíso do Tuiuti / FOTO: Wellington Melo / Novabrasil

Com o enredo “Lonã Ifá Lukumí”, a Tuiuti contou a trajetória histórica, religiosa e filosófica da tradição de Ifá, desde a África Ocidental, passando pelo Caribe, até sua chegada ao Brasil.

As cores também narraram a conexão entre Cuba, um dos lugares onde a religião se adaptou e se integrou a novas culturas junto do tráfico de pessoas escravizadas, e o Brasil.

Grande Rio / FOTO: Wellington Melo / Novabrasil

A Acadêmicos do Grande Rio voltou à Sapucaí determinada a conquistar o título com um enredo inspirado no movimento Manguebeat, que revolucionou a cena cultural pernambucana ao misturar ritmos regionais com influências contemporâneas.

Para abrir sua apresentação, a escola apostou em um início impactante, com as luzes apagadas na avenida, criando um contraste marcante com os tons intensos de roxo que tomaram conta das primeiras alas cor que simboliza a lama fértil dos manguezais, berço simbólico do movimento. O abre-alas surgiu como uma grande explosão púrpura representando a vida no mangue.

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