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Viu pontos pretos e luzes piscando? Pode ser alerta de descolamento de retina

Olhos vendo “moscas volantes” — aqueles pontinhos pretos que parecem flutuar — ou flashes de luz não são só incômodos. Em muitos casos, podem ser sinais de um descolamento de retina, problema que ameaça a visão e requer rapidez no atendimento. “O descolamento de retina é uma das emergências mais graves da oftalmologia”, afirma a oftalmologista Dra. Tayuane Ferreira Pinto, membro da Brazil Health.

Segundo a médica, o quadro acontece quando a retina, responsável por transformar luz em informação para o cérebro, se separa da parede interna do olho e deixa de receber oxigênio e nutrientes. A deterioração visual pode ser rápida. “Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, maiores são as chances de preservar a visão”, diz.

Procure atendimento imediato se, de repente, notar:

  • · Aumento de pontos escuros que flutuam no campo de visão (moscas volantes)
  • · Luzes piscando na lateral do olho (flashes)
  • · Sombra ou sensação de “cortina” descendo pela visão

Esses sinais podem indicar um rasgo na retina — etapa inicial que pode evoluir para o descolamento. “O tempo, nesse caso, é decisivo: atrasar a consulta pode significar uma recuperação visual incompleta ou até perda permanente da visão no olho afetado”, alerta a especialista.

Pessoas com miopia alta, histórico familiar de descolamento, quem já fez cirurgia ocular, sofreu trauma nos olhos ou tem doenças que fragilizam a retina, como o diabetes, estão no grupo de maior risco. O envelhecimento natural do gel que preenche o olho (vítreo) também aumenta a probabilidade do problema após os 50 anos.

Foto: Divulgação.

Como é o tratamento e por que ele não pode esperar

Quando o rasgo é recente e a retina ainda não se descolou de forma extensa, o selamento pode ser feito no consultório. “Rasgos recentes, quando ainda não houve separação extensa da retina, podem ser selados com laser ou crioterapia, evitando que o descolamento progrida”, explica a oftalmologista.

Se a retina já está descolada, a solução é cirúrgica. As técnicas mais usadas incluem a vitrectomia (remoção do vítreo para reposicionar a retina) e o uso de gás ou óleo de silicone para manter o tecido no lugar durante a cicatrização; em alguns casos, pode-se indicar um implante escleral. “Os avanços cirúrgicos das últimas décadas aumentaram significativamente as chances de recuperação visual, especialmente quando o atendimento é rápido”, destaca a médica.

Depois do socorro: olho no outro olho

O acompanhamento após o tratamento é essencial, já que o outro olho pode ter risco semelhante — principalmente em quem tem miopia alta, histórico familiar ou doenças associadas. Reconhecer os alertas faz diferença. “Moscas volantes persistentes, flashes de luz ou sombras na visão nunca devem ser ignorados”, reforça a especialista. E completa: “A chave está no reconhecimento precoce dos sintomas e na busca imediata por atendimento especializado”.

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