A diferença no valor do vale-refeição pago a servidores públicos da cidade de São Paulo acendeu um alerta sobre a desigualdade entre categorias. Enquanto funcionários da Câmara Municipal tiveram um aumento recente e passaram a receber R$ 93 por dia de VR, professores da rede municipal contam com apenas R$ 26,53, em média. O dado foi confirmado por Margarida Prado Genofre, vice-presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem).
O chamado vale-coxinha
O valor é o mesmo para todos os servidores municipais da educação, sejam concursados ou temporários, professores, gestores ou equipes de apoio. Segundo Margarida, o benefício não cobre nem refeições simples em restaurantes populares da capital. “Não dá. Mesmo buscando os lugares mais baratos, não é possível se alimentar bem com esse valor. É praticamente um vale coxinha”, disse.
Desigualdade se repete em outros benefícios
A comparação com o benefício da Câmara motivou discussões internas sobre isonomia no serviço público. Além do vale-refeição mais alto, os servidores do legislativo paulistano recebem R$ 2.033 mensais de vale-alimentação, valor fixo, independentemente do salário. Já os servidores da prefeitura recebem entre R$ 354 e R$ 708, a depender da faixa salarial.
A categoria pede proporcionalidade
A dirigente sindical reforça que a reivindicação não é para que outros ganhem menos, mas sim para que todos tenham acesso ao mesmo padrão de benefícios. “Não queremos tirar nada de ninguém, mas é importante que exista uma proporcionalidade. Todos são servidores do município e devem ser tratados com o mesmo respeito”, conclui.
Clique no link acima e assista a entrevista na íntegra, que foi ao ar durante o Jornal Novabrasil, apresentado por Heródoto Barbeiro.



