O cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro completa seis décadas de vida hoje! E você sabia que – além de músico – o multiartista também é escritor e tem seis livros publicados?
Vamos conhecer mais sobre a obra completa de Zeca Baleiro no dia do seu aniversário de 60 anos!
Mais sobre Zeca Baleiro
Zeca Baleiro nasceu José Ribamar Coelho Santos, em São Luís do Maranhão e começou sua carreira participando de festivais e compondo canções para peças de teatro infantil nos anos 80.
Com sua mistura de ritmos e referências musicais diversas, canções líricas e a verve afiada de humor e ironia, o cantor e compositor foi recebido com entusiasmo pelo público e imprensa quando lançou seu primeiro disco de originais, “Por Onde Andará Stephen Fry?”, em 1997.
Carreira
Ao longo desses quase 30 anos, acumulou inúmeros prêmios e indicações, entre eles, Grammy Latino, APCA e Prêmio da Música Brasileira.
Lançou mais de 30 álbuns, entre discos de estúdio, ao vivo, visuais e vários projetos especiais, como o disco em parceria com a poeta Hilda Hilst, “Ode descontínua e remota para flauta e oboé – de Ariana para Dionísio”; “Café no Bule”, álbum em parceria com Paulo Lepetit e Naná Vasconcelos; e “Zoró Zureta”, projeto para crianças que inclui os discos “Zoró [bichos equisitos Vol.1” e “Zureta Vol.2”, um aplicativo e o DVD de animações “A Viagem da Família Zoró”. Também comandou o programa de TV “Baile do Baleiro”, que estreou em 2016 no Canal Brasil.
Antenado com as novas tecnologias, em 2017 Zeca Baleiro inaugurou a série de álbuns digitais “Arquivo”, lançados pelo seu próprio selo, Saravá Discos.
Os primeiros, “Arquivo_Duetos 1” e “Arquivo_Duetos 2”, reúnem colaborações de Zeca com artistas brasileiros e da França, Japão, Portugal e Uruguai.
Depois, reuniu gravações raras e dispersas no álbum digital “Arquivo_Raridades”, sendo oito registros inéditos, entre eles canções de Rael, Chico Buarque e uma composição feita especialmente para Roberto Carlos.

Em 2019, Zeca Baleiro lançou “O Amor No Caos”, projeto que rendeu dois álbuns de originais e duas indicações ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. O Volume 1 saiu trouxe parcerias inéditas com nomes da nova cena como Cynthia Luz e Rincon Sapiência, além de colaborações com companheiros de geração como Frejat e Paulinho Moska.
Em 2020, o artista lançou o EP “Escória”, lembrando os antigos carnavais e seguindo a tradição das marchinhas políticas.
Em abril do mesmo ano, chegou nas plataformas digitais – pela Saravá Discos – “Raimundo Fagner e Zeca Baleiro Ao Vivo em Brasília, 2002”. Com músicas de ambos os repertórios e releituras de outros compositores, o registro traz algumas das primeiras composições de Baleiro e Fagner juntos.
Ainda em 2020, Zeca Baleiro lançou “Canções d ́Além-mar”, álbum em que homenageia autores portugueses e que foi premiado com o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, ganhando uma edição Deluxe com duas faixas bônus em 2022.
Ainda lançou álbuns em parceria com Vinícius Cantuária e Chico César e seu lançamento mais recente é o disco “Zeca 60 – Vol. 1”, em que celebra suas seis décadas de vida.
Ao longo da carreira, Zeca Baleiro excursionou por vários países da Europa (Bélgica, Alemanha, França, Itália, Portugal, Espanha e Suíça), África (Cabo Verde e Angola) e América do Sul (Argentina e Uruguai). Tem álbuns editados em Portugal, Espanha, Argentina, França e Estados Unidos.
Como produtor, realizou mais de 20 álbuns de artistas diversos, como Sérgio Sampaio (“Cruel”), Vanusa (“Vanusa Santos Flores”) e Odair José( Praça Tiradentes).
Zeca Baleiro ficou conhecido pela sua mistura de ritmos e referências musicais diversas. Artista plural, vem se dedicando também à literatura, ao cinema e ao teatro. Escreveu o musical “Quem tem medo de Curupira?” e compôs trilhas para dança (“Mãe Gentil”, “Bicho Solto Buriti Bravo”, “Cubo” e “Geraldas e Avencas”), teatro (“Lampião e Lancelote”, “Roque Santeiro” e “A Carruagem de Berenice”) e cinema (“Carmo”, “Oração do Amor Selvagem”, “2” e “Tarsilinha”). Em 2019, ganhou o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro pela trilha sonora de “Paraíso Perdido”, filme de Monique Gardenberg.
Maiores sucessos de Zeca Baleiro:
- Heavy Metal do Senhor
- Bandeira
- Salão de Beleza
- Samba do Approach
- Meu Amor, Meu Bem, Me Ame
- Lenha
- Minha Casa
- Comigo
- Babylon
- Quase Nada (parceria com Alice Ruiz)
- Telegrama
- Palavras e Silêncios (comFausto Nilo)
- Dezembros (com Fagner e Fausto Nilo)
- Alma Nova
Vamos conhecer agora, os seis livros lançados pelo artista ao longo desses anos.
06 livros lançados por Zeca Baleiro
1 – Bala na Agulha: Reflexões de Boteco, Pastéis de Memória e Outras Frituras

“Bala na Agulha: Reflexões de Boteco, Pastéis de Memória e Outras Frituras” é o primeiro livro do cantor e compositor maranhense, lançado pela editora Ponto de Bala em 2010.
Estão reunidos neste livro artigos e crônicas sobre temas da cultura e do cotidiano, publicados no site oficial de Zeca Baleiro desde 2005.
Música, literatura, cinema, comportamento, religião e gastronomia são alguns dos temas abordados, além de memórias sentimentais da infância e da adolescência do artista.
Completam o livro dois capítulos de poemetos, aforismos e provocações, “Bestiário Pós-Moderno” e “Curtas, Grossas, Algumas Infames”, onde Baleiro se mostra um crítico implacável da sociedade contemporânea, sem perder a necessária ternura.
2 – A vida é um souvenir made in Hong Kong

Segundo livro de Zeca Baleiro, “A vida é um souvenir made in Hong Kong” traz alguns de seus melhores poemas musicados.
Lançado pela Editora UFG em 2011, o talento do ilustrador Roger Mello transformou este livro em algo lúdico, no qual as canções do Zeca, entrelaçando lirismo, irreverência, bom-humor, originalidade, ironia e consciência social, tornam texto e imagem estruturas indissociáveis.
3 – A Rede Idiota

Por exatos cinco anos, entre 2008 e 2013, Zeca Baleiro escreveu crônicas mensais para a coluna “Última Palavra”, da revista IstoÉ. Cinquenta desses textos compõem a maior parte do Capítulo 1 deste livro.
Já o Capítulo 2 é dedicado a textos sobre música, que o autor escreveu para o blog “Questões Musicais”, da revista Piauí. O Capítulo 3 é composto de textos eventuais e esparsos, escritos sob encomenda para veículos como Correio Braziliense, Folha de S.Paulo e Globo Rural, entre outros.
E o Capítulo 4 contém arroubos de livre-pensar, divagações a esmo sobre o absurdo mundo em que vivemos. São textos inéditos, segundo o autor, escritos especialmente para encerrar este conjunto de “alfarrábios de botequim”.
Trata-se de crônicas com contestação, indignação, pensamentos e sugestões de que existe mais de 50 tons de todas as cores. Reflexões sobre o tempo em que vivemos e que não pretende guardar nenhuma verdade definitiva, mas nos alertar de que há mentiras demais se propagando pela simples falta de pensar.
Lançado pela Editora Reformatório, em 2014.
4 – Quem tem medo de Curupira?

O maior medo dos seres da mata é cair no esquecimento. O que seria da Mãe-D’água sem jogar seus feitiços, do Curupira sem pitar seu cachimbo e do Saci sem pregar peças?
Aflitos com a falta de visitas na floresta, eles decidem ir à cidade para recuperar a fama e voltar a fazer parte da imaginação de crianças e adultos. Mas, para isso, vão precisar se adaptar à selva de pedra. O pop e o popular, o tradicional e o contemporâneo, o urbano e o rural são algumas das mesclas que aparecem em “Quem tem medo de Curupira?”, um musical e livro escrito pelo cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro.
Lançado em 2016, pela Cia das Letras, como parte da coleção “Fora de Cena”.
5 – Memórias do Estaleiro (e outras memórias mais)

“O marco zero da carreira de um artista da música é o seu primeiro disco (ou pelo menos era assim quando existia o mercado de discos). Mas… e os anos que antecedem esse marco? O tempo de formação do artista, de criação de repertório (de vida e profissional), pra onde vai? Que registro fica desses anos?
Este livro busca contar um pouco mais da história de Zeca Baleiro. Existem imagens da carreira do artista pós-disco. Mas a maior parte das fotos flagra o início de carreira, desde os tempos em que compunha trilhas para teatro infantil em São Luís, os primeiros passos autorais, as mudanças para Belo Horizonte e São Paulo, até a gravação do primeiro disco o reconhecimento público.
“Memórias do Estaleiro (e outras memórias mais)” abre o baú do artista para partilhar fotos inéditas e histórias reveladoras de sua carreira, embaladas em belo projeto gráfico assinado por Andrea Pedro.
Lançado pela Editora Ponto de Bala, em 2022.
6 – Casos curiosos de bichos falantes

Também lançado pela Editora Ponto de Bala, só que no ano seguinte – 2023 – em“Casos curiosos de bichos falantes”, Zeca Baleiro apresenta aos leitores sete fábulas cheias de humor e poesia.
Com a mesma criatividade usada em suas composições musicais, Zeca revisita e confere uma versão particular a algumas fábulas clássicas, como “O leão e a gazela” e “O patinho feio”, que, nesta releitura, recebe o título de “O patinho lindo”.


