O fundão sem fundo

O Congresso se prepara para aprovar mais um montante bilionário para garantir as eleições municipais do ano que vem. Boa parte das lideranças argumenta que, sem o financiamento privado (proibido pelo STF na esteira da Lava Jato), é preciso pagar as campanhas de alguma forma, para que candidatos não fiquem reféns, por exemplo, do crime organizado, que tem avançado cada vez mais pela política.

Em minha coluna na Novabrasil FM, fiz algumas observações:

1) Precisam mesmo dessa dinheirama toda? Que fonte de receita no Brasil aumentou 150% em 4 anos?

2) Precisam mesmo desse dinheiro todo para fazer campanha? Campanha não pode ser algo mais simples, focado em conteúdo e em propostas?

3) O Brasil tem condições de fiscalizar para valer a aplicação de todos esses recursos?

4) A distribuição dessa dinheirama pelos partidos segue critérios justos e que favorecem realmente a democracia (para usar expressão da moda)? “Amigos do rei” têm muito mais acesso a esses recursos.

5) É justo os próprios políticos definirem quanto eles vão ter de fundo público para as suas campanhas?

6) Reclama-se dos números de arrecadação, busca-se a tal meta zero, mas pensam em R$ 5 bilhões para campanhas. Depois, aumentam impostos para tentar fazer a conta fechar.

São todas observações retóricas, claro. Não existe mais ingenuidade na política.

O sempre mestre Gil Castello Branco me ajudou nessa reflexão — até porque eu devo estar ficando velho e ranzinza mesmo.

Assista à íntegra da coluna Conexão Brasília que foi ao ar em 6 de dezembro no Nova Manhã, para os ouvintes da Novabrasil FM em todo o país (a coluna vai ao ar às 7h, de segunda a sexta).

Diego Amorim324 Posts

Diretor-executivo da Novabrasil FM na capital federal. Jornalista entre os 10 mais premiados da história de Brasília. Autor de ‘Filho de pandemia’.

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