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rap salvou músico DumDum do Facção Central do crime e deu voz ao artista

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O rapper DumDum, que morreu aos 54 anos, semanas após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral), enfrentou a pobreza, a violência urbana e encontrou no rap uma forma de salvação. “Se não fosse o rap, eu não estaria vivo”, dizia o próprio artista.

O músico nasceu Washington Roberto Santana, em São Paulo, e recebeu o apelido da avó, ainda na infância. Com apenas 11 anos, ele já trabalhava entregando jornal. Anos mais tarde, em busca de melhores condições, atuou como peixeiro.

O primeiro contato com o rap foi durante um show do grupo Racionais MC´s. A apresentação despertou no artista o desejo de se tornar cantor. Antes, no entanto, o músico chegou a ser usuário e traficante de drogas, foi preso e entrou para o mundo do crime.

DumDum entrou para o Facção Central, grupo então recém-criado na cidade de São Paulo, em 1989. O grupo ficou conhecido por letras de protestos relacionadas a temas como fome, violência e a realidade das periferias.

As músicas “Isso Aqui é uma Guerra”, “Desculpa Mãe” e “Eu Não Pedi pra Nascer” estão entre as mais conhecidas do Facção.

O grupo teve um clipe vetado pela Justiça, em 2000. Segundo publicação do jornal Folha de S.Paulo, a decisão teve como base uma representação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) e do MP (Ministério Público), que acusavam a produção de incitar a prática de roubo a residências, agências bancárias, caixas eletrônicos e veículos.

À época, o vocalista do grupo de rap, Eduardo, disse que houve um erro de interpretação. “A intenção da música é mostrar o criminoso dando um toque para a sociedade e mostrar que ela pode ajudar”, disse.

Redação / Folhapress

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