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Zé Roberto tenta convencer atletas da seleção de que bronze é motivo de orgulho

PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) – José Roberto Guimarães ficou preocupado com a reação das jogadoras da seleção brasileira à derrota para os Estados Unidos no torneio olímpico feminino de vôlei, sobretudo as mais experientes. Frustradas, atletas como Thaisa, 37, e Gabi, 30, não se mostraram particularmente motivadas a lutar pela medalha de bronze.

“Para mim, é muito pouco. Não era esse meu objetivo, não foi para isso que eu vim. A gente merecia estar na final, merecia o ouro, demais da conta”, afirmou Thaisa, que foi campeã olímpica em 2008 e em 2012.

“Total”, concordou Gabi. “A gente merecia não só disputar a final, merecia o ouro. Sem dúvida, por tudo o que a gente construiu, é pouco.” A mineira estava irritada com a própria atuação no revés por 3 sets a 2 diante das norte-americanas, na tarde desta quinta-feira (8).

Principal nome da equipe brasileira, ela concluiu apenas 15 dos 47 ataques que tentou, aproveitamento de 14,89%, que tem muito a ver com uma marcação direcionada.

“Antes de mais nada, tenho noção de que grande parte da responsabilidade da derrota passa muito por mim”, afirmou, sem ser questionada sobre o próprio desempenho. “Não comecei efetivamente no ataque, não consegui ajudar no contra-ataque. Sei que, por eu ser uma referência para o time, isso acaba desestabilizando um pouco as mais novas.”

Zé Roberto não gostou de saber que a atleta tinha feito essa avaliação. O treinador fez uma série de elogios à camisa 10 e pediu que ela e outras das mais experientes do grupo levantassem as demais. A seleção disputará a medalha de bronze no sábado, às 12h15 de Brasília, contra Itália ou Turquia.

“A Gabi me preocupa, não pode se sentir assim. Ela é sobrecarregada no passe, no ataque, na defesa, é o motorzinho do nosso time. Agora, principalmente as jogadoras mais [rodadas], como a Thaisa, a Roberta, a Rosa, precisam puxar o grupo, a gente precisa se levantar. Vamos correr atrás”, afirmou o técnico.

“Resta uma medalha de bronze que nós temos que valorizar muito. Tudo bem, é uma frustração não ter conseguido o ouro, mas a vida é assim. Precisamos valorizar o nosso país da melhor maneira, levar um bronze para casa e ter muito orgulho. Frustrante é sair daqui sem medalha, sem nada. Aí, sim, vou ficar muito chateado. Eu quero lutar”, acrescentou.

As atletas, apesar da frustração, prometeram batalhar para estar no pódio. A própria Gabi falou que jogará com “muita, muita, muita raiva, com muita vontade”, para ao menos assegurar uma medalha. A bicampeã Thaisa relutou, mas concordou. “Querendo ou não, é uma medalha olímpica.”

MARCOS GUEDES / Folhapress

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