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Bell Marques leva maestria do trio elétrico para o palco do Festival de Verão Salvador

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – Este sábado não foi a primeira vez, ou a segunda, ou a décima vez que Bell Marques tocou no Festival de Verão Salvador. Mas a ocasião foi especial –o aniversário de 40 anos do axé, gênero definitivo para a música da Bahia e para a carreira do artista.

O baiano subiu ao palco com a proposta de representar um legado, uma missão dividida com outros bastiões do gênero escalados para essa edição do festival, como Ivete Sangalo e Luiz Caldas. Executou com a maestria de quem conduz um dos trios elétricos mais disputados de sua cidade natal há décadas.

Foi antecipando o clima dele, como de praxe, que ele conduziu o show. Já entrou no palco cantando “Dê Um Grito Aí”, do Chiclete com Banana –banda que comandou por cerca de três décadas, antes de seguir em carreira solo, e que viu seu auge nos anos 1990 e 2000.

Do grupo também vieram várias das músicas, como “Cabelo Raspadinho”, “Quero Chiclete” e “Meu Cabelo Duro é Assim”, recebidas por uma massa da gente que pulava e cantava como se o Carnaval ainda não estivesse a pouco mais de um mês de distância.

Bell costurou sem pausa trechos de mais ou menos que minuto de músicas famosas na voz dele e de outras pessoas. “Chicleteiro Eu, Chicleteira Ela” veio perto de “Erva Venenosa”, de Rita Lee, que logo deu espaço paro o coro do clássico “Diga Que Valeu” e para a versão de “Amor Perfeito” feita pelo Babado Novo para a música de Roberto Carlos.

Do lado da plateia, o público levantava bandeiras com nomes de casais, fazia ligações de vídeo para quem estava em casa e brilhava com as bandanas laranjas e verdes neon que a produção do músico distribuiu durante o show –Bell, claro, também usava uma no palco.

O artista encarna a essência da festa de rua de Salvador, tocando um repertório que sempre absorveu gêneros musicais brasileiros como a lambada, o frevo e o reggae que descambam no axé feito ao longo de sua carreira.

Ele também é uma aposta certeira para o festival. Esteve na edição de estreia com o Chiclete com Banana, e na maior parte das outras que vieram. A sensação é a de que seu show fez o primeiro dia do evento engrenar, lembrando ao público de que todos estão em Salvador.

Enquanto fechava a apresentação com “Não Vou Chorar”, se despediu dizendo que agora só veria a todos no Carnaval.

LAURA LEWER / Folhapress

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