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Incêndio atinge prédio da Câmara Municipal de Salvador

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – Um incêndio atingiu a Câmara Municipal de Salvador no início da tarde desta segunda-feira (24). Construído no século 17, o prédio é tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Equipes do Corpo de Bombeiros se deslocaram para o local e conseguiram debelar as chamas do prédio, que fica na praça Municipal. O prédio foi evacuado e não houve registro de feridos.

O Paço Municipal foi interditado na tarde desta segunda. As sessões ordinárias foram transferidas para o auditório do Centro de Cultura da Câmara.

A Defesa Civil notificou a Câmara sobre a interdição da área que foi atingida pelo fogo, que inclui o telhado sobre do Salão Nobre e das salas de comissões. A área de acesso ao Memorial também foi interditada devido à grande quantidade de água usada para apagar o incêndio, que fez peso sobre o piso.

Por cautela, todo o prédio foi interditado até a equipe de manutenção realizar os trabalhos técnicos necessários e a perícia identificar as causas do incêndio. Até a reabertura, funcionários serão relocados para outros espaços ou vão trabalhar em regime de home office.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Adson Marchesini, informou que o incêndio foi controlado rapidamente.

“Foi uma resposta rápida e, com isso, nós conseguimos impedir que o incêndio se alastrasse”, afirmou.

As causas e o local exato do início do incêndio serão investigadas em perícia pelo Departamento de Polícia Técnica da Bahia.

Em nota, a Câmara informou que o fogo teria começado no ar-condicionado do Salão Nobre. O chefe da Assistência Militar da Câmara, coronel Marcelo Grun, disse que as chamas atingiram inicialmente o teto do edifício histórico.

Servidores conseguiram retirar todo o material que havia no Salão Nobre, que é histórico, incluindo peças de louça, quadros e móveis. O Memorial da Câmara Municipal e as obras de arte que contam a história da cidade estão intactos, segundo informações do Corpo de Bombeiros.

“A princípio, não perdemos nada”, afirmou o vice-presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Maurício Trindade (PP).

Ele informou que no ano passado foi feita uma revisão da parte elétrica e de segurança do edifício, mas defendeu a elaboração de um plano de segurança e de combate a incêndio para a região do Centro Histórico de Salvador.

Equipes da Defesa Civil de Salvador fizeram uma inspeção na parte interna do edifício da Câmara Municipal nesta segunda-feira.

“Ao que parece, não houve nenhum tipo de impacto do incêndio na área interna. Mas obviamente, com o combate ao incêndio, a grande quantidade de água sobrecarregou o forro. Então, fizemos o isolamento da área”, afirma o diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Sosthenes Macêdo.

A Câmara Municipal de Salvador foi criada em 1549, mesmo ano de fundação da cidade, e inicialmente funcionou em uma casa de taipa e palha. O prédio atual foi construído no mesmo local entre os anos de 1660 e 1696 para abrigar a Casa de Câmara e a Cadeia Pública.

No início do mês, outro edifício histórico de Salvador sofreu danos: o teto da Igreja e Convento de São Francisco desabou, deixando uma pessoa morta e outras cinco feridas. A vítima foi a turista Giulia Panchoni Righetto, 26, natural de Ribeirão Preto (SP).

Localizada em frente ao largo do Cruzeiro, no centro histórico de Salvador, a igreja é conhecida como “igreja do ouro” e ainda possui grandes obras em azulejo.

A igreja e o convento são tombados pelo Iphan e classificados como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. O centro histórico de Salvador, onde estão localizados, é Patrimônio Mundial reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Desde então, oito templos religiosos foram preventivamente interditados na capital baiana.

JOÃO PEDRO PITOMBO / Folhapress

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