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Karla Sofía Gascón desabafa sobre onda de cancelamento

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Karla Sofía Gascón, 52, falou sobre o recente cancelamento que enfrentou nas redes sociais, após algumas falas antigas virem à tona.

A atriz de “Emilia Pérez” comentou sobre como lidou com os ataques após ser acusada de xenofobia, racismo e islamofobia. Em entrevista para o The Hollywood Reporter, Karla Sofía fez um grande desabafo.

Após prejudicar o filme, que era um dos favoritos da temporada de premiação, garantiu que não cometeria os mesmos erros, ao pedir desculpas. “A todos que ofendi em algum momento da minha vida e ao longo da minha jornada”.

Gascón ainda justificou que suas falas no passado partiram do medo, de sua ignorância e de sua própria dor, porém, ainda afirmou: “Várias contas falsas foram criadas em meu nome para aumentar a dor e a confusão. Acusações absurdas e até delirantes foram lançadas contra mim, o que feriu profundamente meu espírito. As coisas escalaram a um ponto, e de forma tão rápida, que eu não consegui nem respirar”.

A atriz relatou que a dor foi tão avassaladora, que em alguns momentos “contemplou o impensável”. “Eu abriguei pensamentos mais sombrios do que aqueles que considerei em algumas das minhas lutas anteriores, não menos íntimas e pessoais.

“E eu me perguntei: ‘se eu, com toda a minha força e preparo para lidar com a raiva e rejeição, estou à beira do precipício, o que teria acontecido com alguém com menos recursos emocionais para resistir a esses ataques? De alguma forma, eu consegui. Outros não teriam sobrevivido a este inverno brutal que estou prestes a encerrar.”

Com o término da temporada de premiação, a atriz avaliou que aos poucos, “a tempestade está se acalmando”, o que permitiu que ela enxergasse aprendizados. “Aprendi que o ódio, como o fogo, não pode ser apagado com mais ódio. Ofensas não podem ser apagadas com mais ofensas, e erros não podem limpar outros erros, especialmente quando mentiras e falsidade proliferam por toda parte e quando tudo o que me mandam de volta é pura raiva, bullying, ataques, desprezo e até ameaças de morte”.

“Felizmente, mantive o mínimo de sanidade para ver a luz no fim desse túnel de ódio e entender que eu preciso ser e fazer melhor, e corrigir meus erros passados, sem me envolver em mais escuridão. Caso contrário, se eu jogar o jogo deles, e retribuir e amplificar todo o ódio que os outros projetam sobre mim, eu me perderia; eu nunca seguiria em frente, e não conseguiria continuar ajudando os outros ainda presos na tempestade.”

Redação / Folhapress

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