A poesia resistente de Thiago Peixoto vira livro e ganha título de “Teimosia”

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O cenário literário contemporâneo ganha um novo e potente reforço com o lançamento de “Teimosia”, o mais recente livro do poeta Thiago Peixoto, figura central do grupo Baderna e um dos idealizadores do icônico Slam do 13. Marcando a quarta obra de sua carreira, “Teimosia” representa um passo significativo para o autor, sendo seu primeiro livro a romper as barreiras do investimento unicamente próprio e a receber o importante apoio e incentivo da Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo.

Thiago Peixoto é poeta, comunicólogo, educador social, articulador de cultura, formado em Comunicação Empresarial e pós-graduado em Literatura Brasileira. Com 13 anos dedicados ao movimento da literatura marginal contemporânea, é um dos idealizadores do Slam do 13, batalha de poesia falada que há 12 anos transforma o Terminal Santo Amaro em um vibrante ponto de cultura, reunindo mensalmente dezenas de pessoas em torno de um evento literário produzido e protagonizado por artistas periféricos. É também integrante do coletivo Poetas Ambulantes, que há 13 anos fala e distribui poesias nos transportes públicos da cidade. Em 2024, seu impacto na cena cultural da cidade foi reconhecido com o Prêmio Cultura Viva, da Prefeitura de São Paulo.

Com uma voz visceral e autêntica, Thiago Peixoto relata em “Teimosia” um mosaico de reflexões urgentes e sensíveis, divididas em três capítulos que exploram a complexidade do ser poeta e a missão de amplificar a voz da arte periférica.

A primeira parte, intitulada de “Teimosia Orgânica”, traz poemas recheados de metalinguagem, numa perspectiva mais íntima e pessoal da relação do autor com a palavra e a poesia, patroa “que nunca o procura com hora marcada”.

Capa do livro. Foto: Divulgação.

Já o segundo capítulo, “Teimosia crônica”, propõe um mergulho nas nuances e peculiaridades inerentes à vida de um poeta na “república do ódio à leitura”. Por meio de seus versos, Thiago expõe os desafios de um pai artista, que vive de vender livro na rua, também faz reverência, críticas e provocações ao movimento de slams, o qual ajudou a construir, destilando a resiliência que a arte engendra e a obstinação necessária para florescer como poeta na contemporaneidade.

Já em “Teimosia Inflamada”, último capitulo da obra, o autor assume um tom mais engajado, transcrevendo críticas sociais em relação à fome, a dura realidade das ruas, ao genocídio da população pobre, negra, periférica e a efervescência dos

movimentos de resistência. Sua poesia se torna um grito, ecoando as vozes marginalizadas e a luta por justiça e igualdade.

Para Thiago Peixoto, a publicação de “Teimosia” com o apoio institucional representa uma vitória para a literatura. “Ainda existe uma resistência muito forte da academia sobre tudo isso, mas a literatura segue ganhando corpo e com muita teimosia e sede de vitória, vamos conseguir escrever novos capítulos para um futuro menos problemático e cheio de arte”, comenta o autor, evidenciando a força motriz que nomeia seu livro.

Com um pré-lançamento agendado para o dia 26 de abril, “Teimosia” estará disponível para vendas online, alcançando um público ainda maior. Em maio, a obra chegará às prateleiras das livrarias, democratizando o acesso à poesia potente e comprometida de Thiago Peixoto.

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