A discussão sobre a possível dispensa da obrigatoriedade das aulas em autoescolas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) provocou reação da Associação Nacional dos Detrans (AND). A entidade afirmou que acompanha o tema “com seriedade e profundidade” e defende que qualquer eventual mudança preserve a qualidade do processo de formação dos condutores.
Presidida por Givaldo Vieira, a AND destacou que a educação para o trânsito deve ser prioridade absoluta nas políticas públicas de mobilidade. Segundo Vieira, a proposta do governo federal pode tornar a CNH mais acessível, mas não pode comprometer a excelência na aprendizagem e a segurança viária num país que ainda convive com um alto número de condutores não habilitados.
A associação também informou que está articulando uma agenda com os presidentes dos Detrans estaduais, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e o ministro dos Transportes, Renan Filho, para discutir o tema com profundidade. A AND reitera que “a educação no trânsito salva vidas” e que a formação dos novos motoristas deve ser equilibrada entre maior acesso e preservação da segurança no trânsito.
Fim das autoescolas?
O ministro dos Transportes, Renan Filho, disse que o governo pretende eliminar a exigência de aulas em autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Em entrevista à GloboNews, ele destacou que o custo elevado — entre R$ 3 mil e R$ 4 mil — tem levado milhões de brasileiros a dirigir sem habilitação.


