Incompatibilidade genética entre casais: testes preventivos ajudam a evitar doenças hereditárias graves

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

Você e seu parceiro são saudáveis, sem casos de doenças genéticas na família. Ainda assim, é possível que compartilhem mutações em um mesmo gene — o que pode gerar filhos com doenças hereditárias graves. “Todos nós carregamos mutações recessivas silenciosas. Se o casal for incompatível, há 25% de chance de o bebê nascer afetado”, alerta o ginecologista e especialista em reprodução humana Paulo Gallo de Sá.

Como funcionam os testes de compatibilidade genética

Chamados de expanded carrier screening, esses exames analisam centenas de genes a partir de uma amostra de sangue ou saliva. Quando ambos os parceiros são portadores da mesma mutação, o casal é considerado geneticamente incompatível para aquela condição e precisa de aconselhamento especializado.

O que fazer quando o teste aponta risco genético

A boa notícia é que a incompatibilidade não impede o sonho da gestação. Algumas alternativas seguras incluem:

• Fertilização in vitro com PGT-M: embriões são analisados em laboratório e apenas os livres da mutação são implantados.

• Uso de gametas doados: opção quando não há embriões saudáveis. Os doadores passam por triagem rigorosa.

• Gestação natural com diagnóstico pré-natal: envolve biópsia de vilo corial ou amniocentese.

• Adoção: uma alternativa sempre possível e acolhedora.

Foto: Divulgação.

A importância do aconselhamento genético

A avaliação com um geneticista é essencial para compreender a mutação encontrada, seus riscos, os tratamentos disponíveis e as opções mais adequadas para o casal — considerando aspectos médicos, emocionais e financeiros. “Conhecer o próprio DNA é um cuidado preventivo que protege futuras gerações”, afirma Dr. Gallo.

Mesmo quando não há risco genético identificado, recomenda-se iniciar ácido fólico três meses antes da gravidez, manter um estilo de vida saudável, atualizar vacinas e controlar doenças crônicas.

Hoje, a genética oferece mais que respostas: oferece escolhas conscientes e tranquilidade para quem deseja construir uma família saudável.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS