Mais de 250 milhões de pessoas vivem com osteoartrite no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Entre os principais fatores de risco estão o sedentarismo, a idade e, principalmente, o excesso de peso. E o impacto do sobrepeso é ainda mais expressivo do que se imagina: cada quilo a mais representa de três a quatro quilos de carga adicional sobre os joelhos.
Diante desse cenário, um ortopedista brasileiro criou um protocolo médico que associa emagrecimento assistido, alívio da dor e reequilíbrio metabólico com o objetivo de evitar cirurgias ortopédicas e devolver qualidade de vida a mulheres com sobrepeso e dor articular crônica.
Foco na causa do problema
“Muitas pacientes chegam ao consultório com artrose, dor no joelho e frustração por não conseguirem emagrecer. E o que percebemos é que os tratamentos ortopédicos ignoram o peso, enquanto os programas de emagrecimento ignoram a dor. Nosso protocolo une as duas frentes de forma personalizada”, explica o idealizador do método, o ortopedista Dr. Clécio de Lima Lopes.
O protocolo, chamado DESTRA, estrutura-se em seis pilares: dieta anti-inflamatória e rica em proteínas, exercício físico adaptado, regulação do sono, uso de medicações injetáveis como análogos do GLP-1, suplementação de nutrientes e acompanhamento médico contínuo.
Resultados em poucas semanas
De acordo com dados da clínica, as pacientes perdem entre 8 e 10 quilos nas primeiras oito semanas, com redução significativa da dor e melhora da mobilidade. Atividades simples como subir escadas, caminhar ou dançar voltam a ser realizadas com autonomia. Após a fase inicial, o programa entra na etapa de “blindagem anti-sanfona”, com foco na manutenção do peso e dos resultados.
Indicações e base científica
Estudos recentes sustentam a abordagem: perder de 5% a 10% do peso corporal já reduz dores articulares e melhora a função dos joelhos. A associação entre semaglutida ou tirzepatida, exercício e alimentação adequada potencializa os resultados. O protocolo é especialmente indicado para mulheres com idade entre 38 e 65 anos, IMC entre 28 e 35, dor persistente no joelho ou quadril e histórico de insucesso em programas tradicionais de emagrecimento.
“Mais do que aliviar a dor, a proposta é devolver leveza, autonomia e autoestima às mulheres que querem evitar cirurgia e viver com mais qualidade”, afirma Dr. Clécio.



