Radiação nos exames: vilã ou aliada da saúde?

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A palavra “radiação” costuma causar preocupação. É comum ouvir frases como “não quero fazer tomografia porque tem muita radiação” ou hesitações diante de um simples raio-X. Mas, na medicina, esse recurso é mais aliado do que inimigo — e, quando bem utilizado, ajuda a detectar doenças graves de forma precoce, com segurança.

“Exames que utilizam radiação, como raio-X, tomografia computadorizada e cintilografia, são fundamentais para a medicina moderna. Eles permitem ver dentro do corpo com precisão, acelerando o diagnóstico e, muitas vezes, salvando vidas”, afirma o médico radiologista Felipe Roth Vargas.

Tecnologia moderna e protocolos de proteção

Embora a exposição excessiva à radiação deva ser evitada, os exames médicos seguem critérios rígidos. “Antes de qualquer solicitação, o médico avalia os riscos e benefícios. Quando bem indicado, o benefício do exame supera de longe qualquer risco”, reforça o especialista.

Além disso, os equipamentos atuais contam com filtros e tecnologias que reduzem a dose de radiação sem comprometer a qualidade da imagem. “Hoje temos protocolos ajustados por idade e tamanho do paciente, além de acessórios como colares de chumbo e escudos de proteção — principalmente em crianças”, explica Vargas.

Outro dado importante: a radiação está presente no nosso cotidiano. “Todos nós já somos expostos naturalmente ao sol, aos alimentos, ao solo e até a aparelhos eletrônicos. O corpo humano é preparado para lidar com isso”, acrescenta.

Foto: Divulgação.

Como o paciente pode colaborar com a segurança

Manter exames antigos organizados e levá-los às consultas ajuda a evitar repetições desnecessárias. “Armazenar resultados digitalizados e manter um acompanhamento médico regular são atitudes simples que reduzem a exposição acumulada à radiação”, orienta o médico.

Segundo Vargas, o segredo está no equilíbrio. “A radiação médica deve ser vista como um medicamento poderoso: quando usada com sabedoria, é uma ferramenta essencial para o diagnóstico. O importante é confiar na indicação médica e nos avanços da tecnologia, que tornam esses exames cada vez mais seguros.”

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