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Dormir bem protege o coração e reduz risco de arritmias, apontam especialistas

Uma boa noite de sono faz mais do que restaurar a energia: ela protege o coração. Durante o chamado “descenso noturno”, pressão arterial e frequência cardíaca diminuem, permitindo a recuperação do sistema circulatório. Quando o sono é ruim, fragmentado ou insuficiente, esse ciclo não acontece – e o impacto no sistema cardiovascular pode ser significativo. “Cuidar do sono pesa tanto quanto controlar colesterol, pressão e glicemia”, afirma o cardiologista Rodrigo Almeida Souza.

Distúrbios como apneia, insônia e ronco alto aumentam a liberação de adrenalina, elevam a pressão e sobrecarregam o coração. A longo prazo, esses mecanismos favorecem inflamação, alterações estruturais nas câmaras cardíacas e instabilidade elétrica – condições que abrem caminho para arritmias, especialmente a fibrilação atrial.

Quando o sono ruim se torna um risco cardíaco

A apneia do sono é um dos principais vilões: as pausas respiratórias repetidas levam a quedas de oxigênio e “descargas” adrenérgicas que mantêm o organismo em alerta constante. Já a insônia e a privação crônica – dormir menos de seis horas por noite — estão associadas ao aumento da pressão arterial, pior controle metabólico e maior risco de arritmias.

Ronco alto, microdespertares frequentes e cansaço ao acordar também são sinais de alerta. Palpitações, tontura matinal, irritabilidade, lapsos de memória e dores de cabeça ao despertar indicam que o descanso não está acontecendo de forma adequada.

Exames e tratamentos que ajudam a proteger o coração

A polissonografia é o exame padrão-ouro para investigar apneia e fragmentação do sono, enquanto eletrocardiograma, Holter e monitor de eventos auxiliam na detecção de arritmias intermitentes. Nem todos precisam de todos os exames; o conjunto de sintomas e fatores de risco orienta a escolha.

O tratamento depende da causa. O CPAP é altamente eficaz em casos de apneia moderada ou grave, mantendo as vias aéreas abertas e reduzindo os episódios de queda de oxigênio. Mudanças de hábito – como manter horário regular de sono, evitar álcool e telas à noite, controlar o peso e tratar congestão nasal ou refluxo – também são fundamentais. Para insônia crônica, a terapia cognitivocomportamental (TCCI) é considerada primeira linha.

Ao tratar apneia ou insônia, muitos pacientes percebem queda da pressão, redução dos despertares, melhora do humor e diminuição de palpitações. “Melhorar a higiene do sono faz parte da estratégia integrada de prevenção cardiovascular”, reforça Souza.

Distúrbios do sono elevam a chance de primeiro episódio de fibrilação atrial e aumentam a recorrência mesmo após tratamentos como cardioversão ou ablação. Por isso, indivíduos com hipertensão resistente, arritmias recorrentes, insuficiência cardíaca, obesidade central ou ronco importante devem priorizar avaliação do sono.

Privilegiar noites de sono adequadas é uma decisão cardioprotetora. Identificar sinais precoces, ajustar hábitos e buscar acompanhamento médico podem reduzir o risco de arritmias, melhorar o controle da pressão e elevar a qualidade de vida. 

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