Fogos: especialistas alertam tutores de pets para riscos durante o Réveillon

Apesar da promessa de fogos sem estampido, o período ainda inspira cuidados, especialmente para animais domésticos sensíveis ao barulho

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A chegada do Ano-Novo em João Pessoa será marcada por oito minutos de show pirotécnico e uma tonelada de artefatos utilizados pela prefeitura. Apesar da promessa de fogos sem estampido, o período ainda inspira cuidados, especialmente para animais domésticos sensíveis ao barulho.

Veterinários e adestradores reforçam que o momento pode representar risco para cães e gatos, que tendem a apresentar sinais de estresse e medo durante a queima de fogos. Para minimizar problemas, os tutores devem criar um ambiente seguro e acolhedor para os pets.

O adestrador consultado pela reportagem destaca que a prevenção é o primeiro passo. Segundo ele, técnicas como acomodar o animal em um espaço confortável, estimular atividades calmantes e buscar orientação profissional com antecedência são estratégias que ajudam na adaptação. Há também recursos como o uso de bandagens calmantes, itens para reduzir o impacto sonoro e produtos naturais recomendados sob orientação de veterinários.

Outra alternativa é o uso de protetores auriculares especiais, acessório similar aos fones de isolamento utilizados por humanos. Eles podem amenizar ruídos intensos e auxiliar no bem-estar dos pets, especialmente em ambientes mais movimentados. Especialistas reforçam que o ideal é testar opções com antecedência e evitar improvisações no dia da festa.

Para o Réveillon deste ano, a capital paraibana conta com regras específicas para pirotecnia. A Lei Municipal nº 13.235/2024 restringe o comércio e a utilização de fogos com estampido, permitindo apenas aqueles classificados como silenciosos. A medida está em fase de aplicação definitiva e prevê fiscalização mais rígida durante o período festivo.

Além da preocupação com os animais, órgãos de segurança reforçam que fogos de artifício devem ser utilizados apenas por adultos, em locais autorizados e seguindo normas técnicas. Produtos irregulares e o uso inadequado podem causar acidentes e são passíveis de sanções. Para quem deseja acompanhar o espetáculo, a recomendação é priorizar áreas seguras e respeitar orientações das autoridades.

Mesmo com a tradição pirotécnica, alternativas vêm ganhando espaço. Shows com drones luminosos, projeções e fogos sem estampido já fazem parte de celebrações em outras cidades brasileiras e no exterior. Para especialistas e defensores da causa animal, essas opções representam um caminho para conciliar celebração, inclusão sensorial e bem-estar.

Com o início de 2026, a expectativa é que o cumprimento da lei e a conscientização ajudem a garantir um Réveillon mais seguro, tranquilo e acolhedor para pessoas e animais.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS